
Uma funcionária encontrou uma microcâmera escondida dentro de uma tomada elétrica no banheiro feminino de uma empresa em Içara, no Sul de Santa Catarina, na quarta-feira (04). A trabalhadora percebeu algo incomum no equipamento, verificou de perto e confirmou a presença do dispositivo. Em seguida, a empresa acionou a Polícia Militar, que apreendeu o aparelho e iniciou a investigação para descobrir quem instalou a câmera e se houve gravação ilegal de imagens.
Funcionária percebe objeto suspeito
A descoberta ocorreu quando a funcionária utilizava o banheiro e, de repente, notou um detalhe diferente na tomada da parede. A princípio, o objeto parecia parte da estrutura elétrica. No entanto, ao observar melhor, ela percebeu a lente de uma microcâmera escondida dentro da tomada.
Imediatamente, a situação gerou preocupação. Por isso, a empresa comunicou o caso à Polícia Militar. Logo depois, os policiais foram até o local, registraram a ocorrência e recolheram o equipamento para análise.
Polícia apreende equipamento e inicia investigação
Depois da denúncia, a polícia apreendeu a microcâmera e iniciou os procedimentos de investigação. Agora, os agentes tentam identificar quem instalou o dispositivo e qual era o objetivo da gravação.
Além disso, os investigadores vão analisar o aparelho para verificar se ele armazenava imagens ou se transmitia os registros para algum outro dispositivo. A perícia também deve indicar por quanto tempo o equipamento permaneceu instalado no local.
Ao mesmo tempo, a polícia pretende ouvir funcionários e responsáveis pela empresa para entender quando a câmera pode ter sido colocada no banheiro.
Possível violação de privacidade
Casos desse tipo podem configurar crime de violação de intimidade, principalmente quando há registro de imagens em ambientes privados, como banheiros ou vestiários. Por isso, a investigação agora busca confirmar se houve gravação de pessoas sem consentimento.
Enquanto isso, a empresa informou que colaborou com as autoridades desde o primeiro momento e reforçou que não compactua com qualquer tipo de invasão de privacidade dentro do ambiente de trabalho.
Agora, a prioridade da investigação é identificar o responsável pela instalação da microcâmera e esclarecer se outras pessoas podem ter sido vítimas da situação.

