
Nesta Semana uma foto registrada por um socorrista mudou o rumo da investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, em São Paulo. Inicialmente, as autoridades trataram o caso como suicídio. No entanto, após a análise das imagens feitas no local, a polícia passou a considerar a morte como suspeita.
Socorrista identifica inconsistências na cena
Primeiramente, a PM foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite, de 53 anos, no dia 18 de fevereiro.
Ao chegar ao local, o socorrista do Corpo de Bombeiros Rodrigo Almeida Rodrigues estranhou a cena. Por isso, decidiu registrar fotos para preservar possíveis evidências. Posteriormente, essas imagens levaram os investigadores a reavaliar as circunstâncias da morte.
Detalhes registrados levantam suspeitas
Com base nas fotos e em seus 15 anos de experiência, o socorrista identificou pontos que não pareciam compatíveis com um suicídio.
Entre eles, chamou atenção o fato de o revólver estar firmemente encaixado na mão direita da vítima. Segundo o bombeiro, essa situação é incomum em casos desse tipo.
Além disso, o marido estava completamente seco e sem sinais de que havia saído do banho, apesar de ter afirmado que a esposa teria se matado enquanto ele tomava banho.
Comportamento do marido também chama atenção
Outro ponto observado pelos investigadores foi o comportamento do tenente-coronel. De acordo com relatos, ele não demonstrou desespero após o ocorrido e conversava calmamente ao telefone.
Além disso, o socorrista destacou que, em sua experiência, mães com filhos pequenos raramente tiram a própria vida dessa forma, geralmente recorrendo a outros meios.
Desordem no quarto pode indicar confronto
Por fim, os investigadores também analisaram o estado do quarto da suíte. O ambiente estava desorganizado, com diversos objetos espalhados pelo chão. Dessa forma, a polícia considera a possibilidade de que tenha ocorrido algum tipo de confronto antes da morte.
Polícia investiga possível feminicídio
Diante dessas evidências, a polícia mudou a linha de investigação e passou a tratar o caso como morte suspeita. Em seguida, a Justiça autorizou a exumação do corpo para novos exames.
Atualmente, o inquérito corre sob sigilo e apura a possível ocorrência de feminicídio. A policial militar deixou uma filha de sete anos.

