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EUA e Irã descartam trégua e guerra trava rota global do petróleo

Impasse diplomático entre Trump e o chanceler Abbas Araghchi paralisa o Estreito de Ormuz

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EUA e Irã descartam trégua e guerra trava rota global do petróleo
Foto: Divulgação / Internet

O mercado financeiro internacional inicia a semana em estado de alerta diante da paralisia no Estreito de Ormuz, principal via de escoamento de petróleo do Golfo Pérsico. Neste domingo (15), EUA e Irã trocaram declarações que afastam a possibilidade de uma trégua a curto prazo, consolidando a “batalha do petróleo” como o novo eixo da crise no Oriente Médio.

Impasse diplomático entre EUA e Irã

Em entrevista à emissora NBC, o presidente Donald Trump afirmou que não pretende avançar em negociações neste momento. De acordo com o líder norte-americano, as condições propostas para um acordo “não são boas o suficiente”. Trump celebrou a eficácia das ações militares recentes, citando especificamente a neutralização das instalações de armazenamento na ilha de Kharg, ponto vital para a exportação de óleo iraniano.

Em contrapartida, o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, negou qualquer abertura para conversas. Em declaração à CBS, o diplomata recordou que o país mantinha diálogos sobre o programa nuclear quando os ataques coordenados entre Washington e Israel começaram. Assim, Teerã agora exige garantias de cessação das agressões e o pagamento de reparações pelos danos sofridos antes de qualquer suspensão das hostilidades.

Expansão do conflito

A interdição virtual do Estreito de Ormuz levou a Casa Branca a convocar potências como China, França, Japão e Reino Unido para o envio de forças-tarefas aeronavais à região. Dessa forma, o objetivo é assegurar o tráfego de petroleiros em uma zona onde a navegação está comprometida.

Contudo, a situação militar segue volátil. No domingo, foram registrados novos ataques:

  • Bases dos EUA: Alvos no Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein sofreram ofensivas iranianas.
  • Represália em Fujairah: O porto nos Emirados Árabes Unidos foi atingido em resposta aos bombardeios contra Kharg.
  • Frente em Israel: O governo israelense confirmou oito feridos após o lançamento de mísseis e anunciou a expansão de operações para o interior do território iraniano.

Reflexos na economia e população

Apesar do cenário de guerra, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, tentou minimizar os danos econômicos de longo prazo. Wright classificou o momento como uma “perturbação de curto prazo” e defendeu a ofensiva como necessária para impedir que o Irã alcance capacidade nuclear.

Enquanto isso, no plano humanitário, o balanço é crítico. Por fim, o Ministério da Saúde iraniano estima mais de 1.200 mortos desde o fim de fevereiro, com cerca de 3 milhões de deslocados internos.

Natiele Oliveira

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Natiele Oliveira

A jornalista confirma a presença do Guararema News na cidade de Blumenau, com uma ampla cobertura de tudo o que acontece na região do Vale do Itajaí, uma das mais importantes de Santa Catarina. Atua também em coberturas nacionais, sempre ligada em notícias que possam fazer a diferença na vida dos leitores, como serviços, empregos, concursos e etc...

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