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Atleta de futebol é um dos procurados por estupro coletivo no RJ

Ele e outros três homens estão sendo procurados pelo crime

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Atleta de futebol é um dos procurados por estupro coletivo no RJ
Fotos: divulgação

Nas semana passada, um crime sexual que aconteceu no Rio de Janeiro ganhou repercussão em todo o País e revoltou internautas em todas as redes sociais. Uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo, num apartamento em Copacabana. Quatro homens com idades entre 18 e 19 anos foram identificados e estão foragidos. Um deles, é Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos.

De acordo com a Polícia carioca, Matheus é atleta de futebol do S.C. Humaitá, atual campeão do Acre. Ele também é federado na Liga Niteroiense de Desportos, do Rio de Janeiro. De acordo com o perfil do jogador na entidade, Mattheus está vinculado ao clube como atleta da categoria Sub-20 e participou da Copa Niterói de Futebol em 2025.

No domingo (1º), o Disque Denúncia (2253-1177) divulgou um cartaz para auxiliar nas investigações da 12ª DP (Copacabana), com o objetivo de obter informações que levem à localização e prisão dos quatro homens envolvidos no crime.

O S.C. Humaitá do Acre ainda não se posicionou sobre como fica a situação do jogador após a repercussão do caso.

Procurado por estupro coletivo em Copacabana

A Polícia Civil do Rio procura quatro homens réus por estuprar uma adolescente de 17 anos em Copacabana, Zona Sul do Rio. Trata-se de Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, os dois de 19. O crime aconteceu na noite do dia 31 de janeiro, quando um menor de 17 anos atraiu a adolescente, que seria sua ex-namorada, para um encontro amoroso num apartamento na Rua Viveiros de Castro. Quando eles estavam tendo uma relação dentro do quarto, os outros homens entraram no cômodo e praticaram o crime.

Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio.

Segundo a Polícia Civil, após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP (Copacabana) para fazer o Registro de Ocorrência. O exame de corpo de delito feito na vítima identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos.

Após a Polícia Civil indiciar os quatro homens pelo de crime de estupro com concurso de pessoas, eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) à Justiça, que os tornou réus e expediu um mandado de prisão preventiva contra eles na sexta-feira.

No sábado, a Polícia Civil fez uma operação, denominada “Não é Não”, para prendê-los, mas nenhum deles foi encontrado. Eles são considerados foragidos da justiça. Trata-se de Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, os dois de 19. Eles foram indiciados pelo de crime de estupro com concurso de pessoas.

O menor de 17 anos também está sendo procurado, mas teve sua identidade preservada. A apuração da sua conduta ficará a cargo da Vara da Infância e da Adolescência.

As mensagens mencionadas pela defesa constam no processo e foram trocadas antes do encontro. Na conversa, o rapaz informa que estava “com dois amigos” e sugere que ela convide “alguém” para ir ao local. A adolescente pergunta quem estaria presente “pra ver se eu arrumo alguma amiga”. Em seguida, após novas mensagens, ela informa que iria sozinha.

Troca de mensagens

De acordo com as investigações, o menor, que já teve um relacionamento com a vítima entre 2023 e 2024, enviou uma mensagem a ela fazendo um convite para um encontro no apartamento de um amigo dele. A jovem responde que chamaria alguma amiga para não ir sozinha, o que não se concretizou. Logo, o menor de idade diz que a buscaria de bike, já que estaria sozinha. As conversas mostram ainda a combinação do encontro na portaria do prédio e os horários em que ela informa que está chegando.

A investigação conduzida pela 12ª DP (Copacabana) aponta que o menor de idade, então, a recepcionou na portaria do prédio e, no elevador, comentou que havia outros amigos no imóvel e insinuou que eles também participariam do momento entre os dois, proposta que a adolescente afirmou não ter consentido.

Em depoimento, a vítima contou que, ao chegar ao apartamento, ela foi levada para um quarto e, durante a relação sexual entre ela e o ex-namorado, os quatro rapazes teriam adentrado o local, ficaram nus, passaram a tocá-la e a beijá-la à força. Em seguida, a obrigaram a fazer sexo oral. Ela tentou sair do quarto, mas foi impedida. A adolescente relatou ainda que sofreu penetração dos quatro e foi agredida com socos, tapas e chupes na região abdominal.

O que diz a defesa

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou a ocorrência de estupro. Segundo Rafael De Piro, advogado do foragido, duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feito anteriormente.

“Há nos autos do processo mensagens de texto trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Informa ainda que ele jamais foi aluno do Colégio Pedro II. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação”, diz a nota.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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