
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, segunda-feira (09), um piloto de companhia aérea e a avó de três meninas investigados por participação em uma rede de exploração sexual infantil na capital paulista. A prisão ocorreu após investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apura denúncias de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e produção de material pornográfico envolvendo crianças.
Como a polícia chegou aos suspeitos
Primeiro, investigadores reuniram depoimentos das vítimas. Em seguida, cruzaram informações, analisaram provas digitais e identificaram possíveis participantes da rede. Com base nesses elementos, a Justiça autorizou mandados de prisão e busca e apreensão.
Os agentes prenderam o piloto dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, pouco antes da decolagem. Ao mesmo tempo, equipes cumpriram mandados em endereços ligados aos investigados.
Segundo a polícia, o grupo atuava de forma organizada. Além disso, os suspeitos mantinham contato frequente e estruturavam encontros com as vítimas. A investigação aponta que pelo menos três meninas, que tinham entre 11 e 14 anos à época dos fatos, sofreram violência sexual.
Papel da avó na investigação
De acordo com o inquérito, a avó das vítimas facilitava os encontros e recebia dinheiro. Conforme os investigadores, ela controlava a rotina das meninas e organizava a logística das abordagens. Por isso, a polícia a indiciou como parte ativa do esquema.
Ainda segundo a apuração, os suspeitos se aproveitavam da confiança familiar para ter acesso às crianças. Dessa forma, conseguiam agir sem levantar suspeitas imediatas.
O que diz a companhia aérea
A empresa aérea informou, em nota, que abriu procedimento interno e que colabora com as autoridades. Além disso, declarou que repudia qualquer prática criminosa e reforçou que mantém padrões rígidos de conduta profissional.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua a investigar o caso. A corporação afirma que pode identificar outros envolvidos e não descarta novas prisões.
O caso reacende o alerta sobre crimes contra crianças e adolescentes. Autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou diretamente às delegacias especializadas.
A investigação segue sob sigilo para preservar as vítimas e garantir o andamento das apurações.
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