
O Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (11), uma medida inédita voltada à saúde mental de mulheres em situação de violência. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer um serviço nacional de teleatendimento para acolher, ouvir e cuidar dessas mulheres. Além disso, o anúncio ocorreu durante as ações do Mês das Mulheres e integra o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio.
Serviços complementares também estão inclusos
Além do atendimento psicológico, o pacote inclui serviços complementares, como reconstrução dentária para vítimas de agressão e atendimento humanizado na rede pública de saúde. Dessa forma, o governo pretende ampliar o cuidado integral com a saúde das mulheres, combinando atendimento remoto, consultas presenciais e políticas públicas de proteção e prevenção da violência.
Segundo a ministra Márcia Lopes, o Estado tem a responsabilidade de proteger e fortalecer as mulheres. Ela destacou que a sobrecarga de trabalho e a violência de gênero comprometem fortemente a saúde mental feminina. “Agora, com esse atendimento oferecido pelo SUS, elas serão acolhidas e ouvidas, estejam onde estiverem”, afirmou.
Da mesma forma, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que o governo prioriza a saúde integral das mulheres. Segundo ele, o objetivo é transformar o SUS em um dos ambientes mais acolhedores para mulheres que enfrentam qualquer tipo de violência.
Atendimento começará por duas capitais
Inicialmente, as capitais Recife e Rio de Janeiro oferecerão o atendimento psicológico on-line. Em seguida, o governo ampliará o serviço de forma gradual. Em maio, ele chegará às cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, deverá estar disponível em todo o país.
A expectativa do Ministério da Saúde é realizar cerca de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos por ano.
Como funcionará o serviço
A iniciativa ocorre em parceria com instituições que apoiam a gestão do SUS. As mulheres poderão acessar o atendimento por encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde ou por serviços da rede de proteção. Além disso, também será possível solicitar o suporte diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que contará com uma ferramenta específica para esse atendimento.
Após o cadastro e uma avaliação inicial da situação de violência, a paciente receberá a data e o horário do teleatendimento. Na primeira consulta, os profissionais identificarão riscos, necessidades e possíveis redes de apoio, integrando o atendimento psicológico aos demais serviços de saúde e assistência social.

