
A nefrologista Kellen Costa alertou nesta semana, em entrevista publicada no Brasil, para os principais sinais que o corpo apresenta quando os rins estão comprometidos e explicou por que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações graves. Segundo a médica, muitos pacientes ignoram sintomas iniciais por considerá-los leves, o que atrasa a busca por atendimento e favorece a progressão silenciosa da doença renal.
Sintomas que o corpo dá e muita gente ignora
Os rins filtram o sangue, eliminam toxinas e equilibram líquidos e minerais. Quando essa função falha, o organismo reage. Kellen Costa destaca que o inchaço nas pernas, nos pés e no rosto costuma ser um dos primeiros alertas, pois o corpo passa a reter líquidos.
Além disso, o paciente pode apresentar cansaço excessivo, fraqueza e queda no rendimento diário. Como consequência do acúmulo de toxinas no sangue, surgem náuseas, perda de apetite e mal-estar persistente.
Outro ponto relevante é a pressão alta difícil de controlar. Como os rins ajudam a regular a pressão arterial, qualquer comprometimento impacta diretamente esse equilíbrio.
Alterações na urina exigem atenção
A médica reforça que mudanças na urina nunca devem ser ignoradas. Urina espumosa pode indicar perda de proteína. Já alterações na cor, no volume ou na frequência urinária também sinalizam possível disfunção renal.
Aumento da vontade de urinar à noite ou redução do volume ao longo do dia também merecem investigação médica, especialmente quando os sintomas se mantêm por vários dias.
Doença silenciosa pede prevenção ativa
Kellen Costa explica que a doença renal crônica pode evoluir sem sintomas evidentes nos estágios iniciais. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem apenas em exames laboratoriais, como aumento da creatinina no sangue ou presença de proteína na urina.
Por isso, pessoas com diabetes, hipertensão, histórico familiar de doença renal ou idade avançada devem realizar exames periódicos. Quanto mais cedo o diagnóstico ocorre, maiores são as chances de controlar a progressão da doença.
Diagnóstico precoce evita complicações graves
Quando o paciente ignora os sinais, o quadro pode evoluir para estágios avançados, que exigem diálise ou até transplante. Por outro lado, acompanhamento médico regular, controle da pressão e da glicemia e mudança de hábitos ajudam a preservar a função renal por mais tempo.
O alerta é claro. O corpo fala. Cabe ao paciente ouvir e agir. Identificar os sinais e buscar avaliação médica pode evitar desfechos graves e preservar a qualidade de vida.

