
Itajaí, no litoral Norte catarinense, vai ganhar uma Unidade de Coleta e Distribuição de Sangue do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc). O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo governador Jorginho Mello, durante um ato no Hospital Marieta Konder Bornhausen. A previsão é de que a unidade terá capacidade para coletar 30 bolsas de sangue por dia, atendendo cerca de 20 hospitais da região.
Com investimento de R$ 3,7 milhões, a unidade irá funcionar no imóvel antes ocupado pela Gerência Regional de Saúde e que atualmente encontra-se desativado para a construção da nova edificação. A previsão é de que a abertura ocorra no início do segundo semestre de 2024.
“Estamos comprometidos em salvar vidas. Com a nova unidade do Hemosc em Itajaí, vamos abastecer vinte hospitais, garantindo o acesso ao sangue necessário para tratamentos essenciais. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a saúde e o bem-estar da população catarinense”, ressaltou o governador Jorginho Mello.
A secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, destacou a importância da decisão. “Com esta unidade de coleta de sangue em Itajaí, os doadores não precisarão mais ir para Blumenau ou para Florianópolis, bem como esperar pelo ônibus do Hemosc para coletas agendadas. Nosso desafio é atingir, no mínimo, 30 doações diárias, assegurando um volume necessário para mantermos os estoques”, salientou ela.
Conforme a diretora-geral do Hemosc, Patrícia Carsten, a região da Foz do Rio Itajaí tem grande demanda populacional. “A nova unidade vai permitir a doação de sangue com frequência, o que contribuirá para a manutenção de estoque de sangue em Santa Catarina”, disse a diretora.
De acordo com Patrícia, a proposta é que essa unidade tenha estoque de hemocomponentes e hemoderivados para atender toda a região, realize testes pré-transfusionais e seleção de hemocomponentes para os hospitais e clínicas que não dispõem de agência transfusional, além de abastecer as agências locais.
“Haverá um grande impacto positivo na segurança transfusional com a redução significativa da distância entre o local onde está o paciente que precisa de transfusão e o estoque de sangue, o que pode ser determinante no desfecho do atendimento ao paciente”, acrescentou.

