
O primeiro informe epidemiológico de 2024 sobre as doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos em Santa Catarina foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (18). Os dados deste início de ano revelam que é fundamental reforçar as ações de prevenção à dengue, chikungunya e Zika vírus.
O Estado já tem 2.052 casos prováveis de dengue em 79 municípios. Além disso, uma morte foi confirmada na cidade de Joinville. Na comparação com o mesmo período do ano 2023, observa-se um aumento de 105,2% no número de casos prováveis. Já com relação a chikungunya, Santa Catarina tem 17 casos prováveis e um caso provável de Zika.
Além disso, já foram identificados 2.884 focos do mosquito Aedes aegypti em 146 municípios.
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Alterações no boletim
O documento apresenta alterações para as análises do cenário de 2024. A partir de agora, serão divulgados os casos prováveis das doenças, ou seja, todos os casos notificados, confirmados, suspeitos e inconclusivos, com exceção dos descartados.
“Anteriormente, a divulgação se concentrava apenas nos casos confirmados. A partir desse ano, todos os casos suspeitos que forem notificados no sistema de informação serão considerados prováveis até que ocorra o encerramento da ficha. Isso permite uma análise mais precisa da situação, que corrige potenciais atrasos na conclusão dos casos notificados”, explica o diretor de vigilância epidemiológica de SC, João Augusto Brancher Fuck.
Os informes sobre a situação em Santa Catarina serão divulgados quinzenalmente pela DIVE/SC, sendo que a periodicidade será alterada a partir dos níveis definidos no Plano de Contingência do estado.
Dengue
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é febre alta, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Dor abdominal intensa e vômitos persistentes já são sinais de agravamento da doença.
“A hidratação é o melhor tratamento para dengue. É importante beber bastante líquido assim que apresentar sinais e sintomas. Além de procurar atendimento médico para receber as orientações corretas”, finaliza o diretor.

