Região Brasil

Beijo no Carnaval pode transmitir doenças, médicos alertam

Especialistas explicam quais infecções passam pela saliva e orientam como reduzir riscos na folia

Autor
Beijo no Carnaval pode transmitir doenças, médicos alertam
Foto: Reprodução

Beijar na boca durante o Carnaval aumenta o risco de transmissão de doenças como mononucleose, herpes, sífilis e infecções respiratórias, alertam médicos nesta segunda-feira (16), em meio às festas que reúnem multidões em cidades como Salvador, Rio de Janeiro e Recife. A troca intensa de saliva, aliada a aglomerações e imunidade baixa após noites mal dormidas, favorece a circulação de vírus e bactérias. Por isso, especialistas reforçam cuidados simples para evitar que a folia termine no consultório.

Por que o risco aumenta no Carnaval

Primeiro, o Carnaval reúne milhares de pessoas em espaços apertados. Além disso, o calor, o consumo de álcool e a privação de sono reduzem a imunidade. Como resultado, o corpo reage pior a vírus e bactérias. Ao mesmo tempo, o contato íntimo se multiplica. Portanto, a chance de transmissão cresce de forma significativa.

Quais doenças passam pelo beijo

Mononucleose
A mononucleose, conhecida como doença do beijo, é causada pelo vírus Epstein-Barr e se espalha pela saliva. Ela provoca febre, dor de garganta, ínguas inchadas e cansaço intenso. Muitas vezes, os sintomas aparecem dias depois do contato. Ou seja, a pessoa pode transmitir sem saber que está infectada.

Herpes labial
O vírus da herpes tipo 1 circula amplamente na população. Ele provoca bolhas doloridas nos lábios, mas também pode se espalhar mesmo sem lesões aparentes. Assim, beijar durante ou próximo a um surto aumenta o risco. Depois da infecção, o vírus permanece no organismo e pode reativar em momentos de estresse ou baixa imunidade.

Sífilis e outras ISTs
A sífilis pode ser transmitida pelo beijo quando há feridas na boca. Embora o risco seja menor do que no contato sexual direto, ele existe. Além disso, inflamações na gengiva e pequenas lesões facilitam a entrada de micro-organismos. Portanto, ignorar sinais visíveis amplia o perigo.

Infecções respiratórias
Resfriado, gripe, covid-19 e outras infecções respiratórias também se espalham com facilidade em ambientes lotados. Como há proximidade constante, a transmissão ocorre rapidamente. Por isso, manter a vacinação em dia ajuda a reduzir complicações.

Como reduzir riscos sem sair da festa

Evite beijar pessoas com feridas, bolhas ou sangramento nos lábios. Essa medida simples já diminui bastante o risco. Escove os dentes regularmente, use fio dental e mantenha a boca saudável. Quando há feridas ou inflamações, o risco de infecção aumenta. Logo, higiene não é detalhe, é estratégia.

Durma bem sempre que possível, hidrate-se e evite exageros no álcool. Além disso, mantenha a vacinação atualizada, especialmente contra gripe e hepatite. Se surgir febre, dor de garganta intensa, ínguas inchadas ou cansaço prolongado após a folia, procure atendimento médico. Quanto antes houver diagnóstico, melhor será o tratamento.

O beijo é parte da energia do Carnaval. Ele simboliza alegria, conexão e liberdade. No entanto, informação protege. Quando o folião entende os riscos e adota cuidados básicos, ele curte mais e sofre menos depois. Prevenir não tira o brilho da festa, ao contrário, garante que a alegria continue depois da quarta-feira de cinzas.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

Ver todas as matérias de Ismael Melo