
O Ministério da Saúde recebe nesta quinta-feira (9) o lote inaugural de fomepizol, um antídoto no tratamento de intoxicações por metanol. Essa substância, frequentemente encontrada em casos recentes de bebidas alcoólicas adulteradas, acendeu um alerta nacional.
Chegada do antídoto
A cerimônia de entrega acontece às 13h, em Guarulhos (SP). O evento contará com a presença da secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, do diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e da representante da Opas, Ileana Fleitas, demonstrando a importância da aquisição.
Estoque estratégico do SUS
O lote inclui 2,5 mil ampolas do medicamento. O Brasil adquiriu o antídoto por meio da Organização Pan-Americana da Saúde. Pela primeira vez, o país compra o fomepizol, integrando-o ao estoque do SUS para lidar com emergências envolvendo metanol.
O fomepizol age inibindo a enzima que transforma o metanol em compostos altamente tóxicos no organismo, como o formaldeído e o ácido fórmico. Dessa forma, o medicamento bloqueia a ação tóxica do metanol.
Ao interromper essa reação, o tratamento reduz drasticamente o risco de danos graves ao sistema nervoso e à visão. Assim, a medicação aumenta as chances de recuperação do paciente sem sequelas. Entretanto, o tratamento exige administração imediata após a exposição e deve ocorrer exclusivamente em ambiente hospitalar.
Casos recentes
A urgência na aquisição do antídoto surgiu após o registro de casos de intoxicação por metanol em estados como Ceará, Pernambuco e São Paulo. Estes casos estão diretamente ligados ao consumo de bebidas alcoólicas falsificadas.
Afinal, o metanol é uma substância altamente perigosa que pode causar cegueira e até mesmo a morte quando ingerida. O Governo inclusive pediu que plataformas suspendam as vendas de produtos que podem adulterar bebidas, reforçando a vigilância contra esta ameaça à saúde pública.
Os números recentes confirmam a gravidade da situação: os casos confirmados de intoxicação por metanol já chegam a 24, e os suspeitos alcançam a marca de 235. A chegada do fomepizol reforça a capacidade do sistema de saúde brasileiro de responder a essa crise.

