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Entenda como a taxação de 25% sobre o aço e o alumínio afeta o Brasil

Para Fernando Haddad, Trump possui uma postura dúbia, quando o assunto é tarifa

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Entenda como a taxação de 25% sobre o aço e o alumínio afeta o Brasil
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Nessa segunda-feira (10) o presidente dos estados Unidos da América, Donald Trump, cumpriu a promessa de taxar em 25% todas as importações norte-americanas de aço e alumínio. O Brasil é um dos maiores fornecedores para os norte-americanos.

Apenas em 2024, o Brasil exportou mais de 4 milhões de toneladas de aço para o país de Trump. A decisão do presidente estadunidense afeta diretamente o Brasil, pois de acordo com o Departamento de Comércio americano, o Brasil é o terceiro maior fornecedor de aço para o país, ficando atrás apenas de Canadá e México.

Os EUA importaram 18% de todas as peças fornecidas pelo Brasil em 2023. No total, 25% do aço utilizado em território americano é importado de países como México, Canadá, Coréia do Sul, Japão, China e Rússia.

Já em 2024, a indústria brasileira de alumínio exportou US$ 796 milhões para os EUA e foi a segunda maior exportadora de aço. Agora investidores estão cautelosos esperando para entender como as tarifas vão pesar sobre a indústria brasileira.

A cautela sobre a taxação do aço e do alumínio também é sinalizada pelo governo, pois para Fernando Haddad, ministro da Fazenda, Trump possui uma postura dúbia, quando o assunto é tarifas.

Eu seu mandato passado, Trump já tinha uma projeto de taxação sobre o aço e o alumínio

Em seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump já havia adotado tarifas para as importações de aço e alumínio, isso impactou os exportadores do setor que chegaram a anunciar demissões no Brasil, contudo, na época, Trump voltou atrás e a cobrança de impostos foi cancelada.

A implementação de tarifas pelo presidente norte-americano foi amplamente criticada e gerou instabilidade no mercado. Contudo, de acordo com analistas financeiros, as tarifas impostar pelos EUA estão bem abaixo do nível que Trump havia ameaçado.