
A deputada federal e ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB) foi internada nesta segunda-feira (19) para tratar uma pneumonia. Ela seguia em tratamento contra câncer de mama triplo negativo, um tipo de tumor raro e agressivo. A parlamentar, de 72 anos, está no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Roseana informou que havia recebido alta na quinta-feira (15), mas precisou retornar ao hospital no dia seguinte devido a complicações pulmonares. “Eu peguei, sei lá onde, uma pneumonia, aí tive de vir para o hospital, e estou no hospital até agora, tratando da pneumonia”, afirmou. A equipe médica decidiu suspender a sessão de quimioterapia que estava programada para 27 de janeiro, que seria a última do ciclo.
Câncer agressivo
A parlamentar foi diagnosticada com câncer de mama triplo negativo em agosto de 2025 durante um check-up. Desde então, tem compartilhado com o público as etapas do tratamento por meio de suas redes sociais. Em 1º de dezembro, ela já havia sido internada devido à baixa imunidade.
Dados da American Cancer Society (Sociedade Americana de Câncer) mostram que o tipo de câncer enfrentado por Roseana representa entre 10% e 15% do total de casos de câncer de mama. A característica triplo negativa torna o tratamento mais complexo, pois esse tipo específico tende a crescer e se disseminar rapidamente pelo organismo.
Este não é o primeiro diagnóstico de câncer da deputada. Em 1998, Roseana passou por quatro procedimentos cirúrgicos, incluindo a remoção de um nódulo pulmonar, um tumor mamário, uma histerectomia e a extração de nódulos intestinais. Na época, estava em campanha para reeleição ao governo do Maranhão.
O histórico médico da parlamentar revela que, até 2016, ela havia se submetido a 23 cirurgias para remoção de tumores, tanto benignos quanto malignos. O primeiro deles foi identificado quando Roseana tinha 19 anos.
Filha do ex-presidente José Sarney (MDB), Roseana governou o Maranhão por quatro mandatos e também foi senadora. Ela fez história como a primeira mulher eleita para chefiar um Executivo estadual no país, em 1994, à época pelo PFL.

