
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai permanecer na UTI do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. A previsão foi dada pelos médicos Cláudio Birolini, Brasil Caiado e Leandro Echenique. Exames confirmaram um quadro agudo de broncopneumonia bacteriana bilateral. Pela Manhã, ele sofreu uma crise de refluxo, que levou o líquido do estômago aos pulmões, e precisou ser internado às pressas.
Bolsonaro também apresentou dificuldade para respirar. O médico Brasil Caiado, que tem cuidado do ex-presidente desde a prisão, disse que ele teve queda na saturação de oxigênio.
À noite, após ser tratado, ele apresentou 92% de nível de oxigênio. Embora não seja um quadro “totalmente controlado”, o médico Leandro Echenique disse que ocorreu uma melhora.
A saturação de oxigênio mede a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue. Quando esse nível cai, o organismo pode ter dificuldade para oxigenar os órgãos. Em casos mais graves, pacientes precisam de suporte respiratório.
Mais cedo, Brasil Caiado chegou a afirmar que esse é o quadro respiratório mais grave já enfrentado pelo ex-presidente. Bolsonaro tem 70 anos e histórico de problemas digestivos por conta de uma suposta facada que levou em 2018. Por isso os médicos esperam que a recuperação dele seja um pouco mais lenta.
A equipe médica adiantou que não é o caso para cirurgia. Eles disseram que o quadro atual pede o tratamento apenas com antibióticos, que devem levar ao menos sete dias para completar a eficácia. Bolsonaro está consciente e não precisou de entubação.
O ministro Alexandre de Moraes mandou a Polícia Militar do DF vigiar entrada da sala onde Bolsonaro está internado. A determinação prevê que os agentes fiquem 24 horas na área. O ministro também proibiu a entrada de qualquer aparelho eletrônico no local.
No entanto, Moraes autorizou que Michelle Bolsonaro acesse o hospital como acompanhante de Jair. Também estão autorizadas as visitas dos filhos do ex-presidente e de sua enteada, Letícia.
Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a transferência do pai para a prisão domiciliar. “O mínimo que ele deveria ter é essa domiciliar humanitária, em casa, onde possa ter cuidado permanente da família e assistência técnica”, disse a jornalistas após visitar o pai. “Tem zilhões de casos muito menos graves em que as pessoas estão na domiciliar humanitária”.

