
Nesta quarta-feira (16), no encerramento da sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, os desembargadores presentes se manifestaram em relação à crise institucional que se instala no STF, em Brasília. Os integrantes do colegiado destacaram que as recentes afirmações dos ministros representam uma generalização injusta e não refletem a realidade da magistratura brasileira.
Para os desembargadores, declarações dessa natureza atingem a honra de milhares de juízes e servidores que desempenham suas funções com dedicação, independência, ética e respeito à legalidade.
Ao final da sessão do OE, os desembargadores prestaram uma homenagem à magistratura catarinense com uma salva de palmas. O gesto simbolizou o reconhecimento ao trabalho realizado diariamente por juízes e desembargadores em todas as comarcas do Estado.
Desembargadores
Confira, a íntegra da manifestação do presidente em exercício do TJSC, desembargador André Luiz Dacol:
“Na manhã desta quarta-feira (16/2), quando os ritos da sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina caminhavam para o seu encerramento, o plenário foi tomado por um grave e profundo sentimento de união. O colegiado ergueu sua voz, não apenas como Corte, mas como guardião de um verdadeiro sacerdócio cívico.
Em um ato de firmeza e retidão, os Desembargadores manifestaram sua veemente indignação contra as generalizações que, como sombras, tentam ofuscar a verdadeira face do Judiciário brasileiro. Para dissipar o véu da injustiça, trouxeram à luz não apenas a inegável e frutífera labuta da Justiça catarinense, mas invocaram a solidez de uma pedra angular esculpida ao longo de quase 135 anos. Relembraram uma história escrita sob o signo da dignidade, onde a honra da instituição jamais se curvou.
Como em uma liturgia, o ato derradeiro não se deu em discursos, mas em um gesto de consagração. Um uníssono de aplausos ecoou pelo plenário, unindo todos os presentes em reverência.
Não foram aplausos efêmeros, mas o reconhecimento vivo e pulsante de que o Poder Judiciário em Santa Catarina é forjado no respeito sagrado à Constituição, na submissão inabalável às leis e na defesa dos princípios fundamentais. Aplaudiu-se, acima de tudo, o estofo moral e ético daqueles que, ao vestirem a Toga, não ostentam apenas uma veste, mas assumem sobre os ombros o peso sagrado da própria Justiça.”

