
A defesa da ex-deputada Carla Zambelli pediu nesta terça-feira (10), em Roma, na Itália, a substituição dos juízes responsáveis por analisar o pedido de extradição ao Brasil, sob a alegação de falta de imparcialidade, o que pode atrasar ainda mais a decisão do tribunal italiano.
Segundo os advogados, o colegiado demonstrou postura hostil durante audiências anteriores. Por isso, a defesa protocolou formalmente a solicitação de troca dos magistrados na Corte de Apelação de Roma. Agora, o tribunal precisa decidir se aceita o pedido ou se mantém os juízes atuais no caso.
Pedido pode reiniciar o processo
Caso a Justiça italiana aceite a substituição, o processo poderá voltar à estaca zero. Isso significa que um novo colegiado assumiria o caso e reavaliaria os argumentos desde o início. Consequentemente, a análise sobre a extradição pode demorar ainda mais.
Por outro lado, se o tribunal rejeitar a solicitação, o julgamento segue normalmente e os magistrados atuais continuam responsáveis pela decisão final. Assim, a Corte poderá avançar diretamente para o mérito do pedido de extradição.
Defesa alega falta de imparcialidade
Os advogados sustentam que o ambiente das audiências comprometeu a neutralidade do julgamento. Além disso, afirmam que os juízes não teriam considerado adequadamente argumentos apresentados anteriormente. Com isso, a defesa tenta reforçar a tese de que a ex-parlamentar não teria garantias suficientes de um julgamento justo.
Enquanto isso, autoridades brasileiras defendem a regularidade do processo e rebatem qualquer indício de irregularidade por parte da Justiça italiana.
Contexto do caso
Carla Zambelli está presa na Itália e aguarda a decisão definitiva sobre a extradição. No Brasil, ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça, entre outras acusações.
Como Zambelli possui cidadania italiana, o processo precisa seguir as regras da legislação local e acordos internacionais. Por isso, cada movimento jurídico impacta diretamente os prazos e o desfecho do caso.
Agora, o foco se volta para a decisão da Corte de Apelação de Roma. O tribunal precisa avaliar se há fundamento legal para a troca dos magistrados. A partir disso, o processo poderá avançar ou sofrer novo atraso. A definição sobre a extradição depende, antes de tudo, dessa etapa.

