
Uma aplicação de um remédio veterinário que terminou no braço de uma tutora virou caso de polícia e agora também ganhou espaço na Justiça. A moradora de Vinhedo, no interior de São Paulo, acionou judicialmente uma clínica veterinária após receber, por engano, uma injeção destinada à própria cachorra. A mulher pede R$ 52,3 mil em indenização por danos morais e materiais.
O episódio aconteceu em janeiro de 2024, durante uma consulta da cadela Olívia em um hospital veterinário da cidade. Segundo a ação, o animal apresentava dores em uma das patas quando a veterinária indicou a aplicação de um medicamento injetável. No entanto, durante o procedimento, a profissional teria aplicado a substância diretamente no braço da tutora, que segurava a cachorra no colo.
De acordo com o processo, a veterinária percebeu o erro imediatamente e informou que o medicamento era um antibiótico veterinário conhecido como enrofloxacino, utilizado no tratamento de infecções em animais. Logo após a aplicação, a mulher afirmou ter sentido forte dor e intensa ardência no local.
Ainda conforme o relato, a tutora buscou atendimento médico na Santa Casa, onde recebeu medicação contra reação alérgica. Dias depois, ela procurou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, realizou exames e continuou o tratamento com antibióticos e corticoides devido a um edema no braço.
O caso acabou registrado como lesão corporal culposa na Polícia Civil. Apesar disso, a investigação terminou em um termo circunstanciado, considerado de menor potencial ofensivo. A veterinária firmou acordo com o Ministério Público e realizou o pagamento de um salário mínimo como prestação pecuniária, sem previsão de indenização direta à vítima.
Ação judicial
Na ação judicial, a mulher solicita R$ 2.357,18 para ressarcimento de gastos médicos, exames e medicamentos, além de R$ 50 mil por danos morais. A defesa da tutora afirmou que busca reparação pelos prejuízos sofridos e que novas manifestações ocorrerão ao longo do processo.
Em nota, a clínica veterinária classificou o episódio como isolado e destacou que prestou assistência imediata à cliente. Além disso, a empresa afirmou atuar há mais de 13 anos em Vinhedo sem registros semelhantes e informou que irá se manifestar oficialmente apenas nos autos do processo judicial.

