
Duas pessoas morreram em decorrência do forte temporal que atingiu o Oeste catarinense nesta sexta-feira (9). A chuva forte com vento também provocou estragos e queda de energia. As duas mortes ocorreram na cidade de Palmitos, na divisa com o Rio Grande do Sul, 60 km de Chapecó e 634 km de Florianópolis. Uma das vítimas foi um homem de 51 anos, identificado como Ivan Elias Oldenburg, que perdeu a vida ao ser atingido por uma árvore na divisa com a cidade de Caibi.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de São Carlos, Palmitos é o município mais atingido até o momento. As autoridades locais avaliam decretar situação de emergência diante da gravidade dos danos registrados.
Segundo o relatório regional, 893 residências estão sem energia elétrica em Palmitos, onde também se registrou destelhamentos, destruição de construções inteiras e queda de árvores. Diversas vias do interior do município estão interditadas, entre elas a BR-158, além de estradas nas comunidades de Linha Passarinhos, Linha São Brás, Nova Brasília, Linha da Gruta e Linha Toniolli. Há ainda a suspeita de um segundo óbito, que está sendo investigada pelas autoridades.
Em todo estado, o número de moradias e estabelecimentos comerciais sem energia chegou a 3,5 mil. Uma análise preliminar dos estragos, aliada às imagens do radar meteorológico, indica que as tempestades severas alinhadas podem ter gerado múltiplos fenômenos extremos na região. Em Itapiranga, um dos municípios afetados, há indícios da ocorrência de um “downburst” – também conhecido como microexplosão atmosférica.

Queda de energia em diversas cidades
Esse tipo de fenômeno tem como característica os ventos extremamente fortes que descem verticalmente da base da nuvem em direção ao solo, espalhando-se de forma radial ao tocar a superfície. Os ventos associados à microexplosão podem superar os 80 a 100 km/h, causando danos significativos, especialmente em áreas urbanas ou de infraestrutura precária.

O temporal também impactou outros municípios da região. Em Maravilha, mais de 2.700 casas estão sem energia elétrica e há registro de quedas de árvores. Em Caibi, se registrou destelhamento em 14 residências por conta dos ventos intensos na comunidade de Linha Beira Rio, deixando 16 desalojados. Já em Cunha Porã, Cunhataí, Iraceminha, Romelândia, Santa Terezinha do Progresso, Modelo e São Miguel da Boa Vista, os danos incluem interrupções no fornecimento de energia, queda de galhos e árvores e destruição pontual de estruturas.
A Defesa Civil estadual permanece em alerta e orienta que a população evite áreas de risco e siga as recomendações dos órgãos oficiais. As equipes continuam em campo realizando levantamentos e prestando apoio às comunidades atingidas.

