
A prima de Suzane von Richthofen, localizada na Espanha, afirmou nesta sexta-feira (23) que teme pela vida da mãe após a morte do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane, ocorrida na última semana em São Paulo. A declaração foi dada em entrevista recente, na qual ela relatou tensão familiar, insegurança e incertezas sobre a herança deixada pelo parente.
Relato direto da prima
Morando em Barcelona há cerca de seis anos, a prima contou que recebeu a notícia da morte do tio à distância e, desde então, passou a se preocupar com a situação da mãe, que vive no Brasil. Segundo ela, o clima entre os familiares se deteriorou rapidamente após o falecimento.
Além disso, a jovem disse não ter condições financeiras de retornar ao país neste momento. Por isso, acompanha os desdobramentos apenas por telefone e por mensagens, o que aumenta a angústia diante do cenário de conflito.
Morte e primeiros desdobramentos
Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, foi encontrado morto dentro de casa, na capital paulista. Até agora, as autoridades não divulgaram oficialmente a causa da morte.
Em seguida, a companheira dele, Silvia Magnani, que é mãe da prima entrevistada, compareceu ao Instituto Médico Legal e assumiu os trâmites do sepultamento. Suzane von Richthofen também tentou participar dos procedimentos, porém não teve autorização naquele momento.
Disputa pela herança
Com a ausência de um testamento, a sucessão dos bens passou a ser discutida entre os familiares. Antes de morrer, Miguel havia manifestado o desejo de excluir Suzane da herança, em razão de conflitos antigos relacionados ao assassinato dos pais dela, ocorrido em 2002.
Por outro lado, a legislação prevê que, sem cônjuge, filhos ou pais vivos, os sobrinhos figuram entre os herdeiros legais. Assim, o caso ganhou contornos jurídicos e passou a envolver diferentes interpretações sobre quem tem direito ao patrimônio.
Tensão familiar
Segundo a prima, o ambiente familiar se tornou instável desde a morte do médico. Ela relatou medo constante e afirmou que a mãe se sente pressionada. Além disso, disse evitar se pronunciar publicamente sobre Suzane, pois prefere preservar a própria segurança.
O episódio, portanto, reacende disputas antigas e expõe como conflitos familiares podem se intensificar em processos de herança.
Enquanto a investigação sobre a morte segue em andamento, a família enfrenta um período de incerteza e desgaste emocional. Ao mesmo tempo, a disputa patrimonial avança e amplia a tensão entre os envolvidos. O caso segue sob atenção das autoridades e da Justiça.

