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Operação investiga desvio de recursos da saúde pública

Gaeco cumpriu mandado em Balneário Camboriú

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Operação investiga desvio de recursos da saúde pública
Foto: Divulgação / GAECO

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) participou, na manhã desta quarta-feira (18), da Operação Gollum II, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos do Estado do Rio Grande do Sul. A ação contou com apoio do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina.

Durante a operação, equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Balneário Camboriú. A 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre autorizou a medida. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e desvios de recursos do IPE Saúde, plano público de saúde do Estado gaúcho.

Investigação aponta irregularidades em serviços de home care

Segundo o Ministério Público, o esquema envolve a contratação de serviços médicos domiciliares, conhecidos como home care, solicitados por meio de ações judiciais. Esse tipo de atendimento oferece, portanto, assistência completa na residência do paciente.

A estrutura inclui profissionais de saúde, equipamentos médicos, medicamentos e alimentação especial. O serviço também prevê acompanhamento multidisciplinar e outros insumos necessários ao tratamento.

A investigação começou após alerta da Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul. O órgão identificou decisões judiciais que somavam cerca de R$ 35 milhões para custear atendimentos domiciliares.

Durante a apuração, investigadores encontraram indícios de sobrepreço e documentos inconsistentes. Também identificaram notas fiscais irregulares e falhas na prestação de contas.

Grupo investigado atuaria em diferentes frentes

A atual fase da operação dá continuidade às investigações iniciadas na Operação Gollum I. Na etapa anterior, os investigadores identificaram proprietários de duas empresas de home care suspeitas de integrar o esquema.

As apurações também apontaram a participação de pais ou responsáveis por crianças e adolescentes da cidade de Passo Fundo. Eles receberam atendimento domiciliar por meio das decisões judiciais investigadas.

Além disso, o grupo mantinha contato com um escritório de advocacia da cidade. Os advogados atuavam nas ações judiciais relacionadas aos atendimentos médicos.

Segundo o Ministério Público e o Gaeco, os investigados também auxiliavam na elaboração de prestações de contas. O grupo ainda buscava decisões judiciais que obrigavam o Estado a liberar recursos.

De acordo com os investigadores, os envolvidos atuavam em quatro frentes. O grupo reunia familiares de pacientes, prestadores de serviços, advogados e colaboradores.

Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, bem como, falsidade ideológica. Enquanto isso, a investigação segue sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade do processo.

Murilo José

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Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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