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AGU pede ao STF perda do cargo de ministro acusado de assédio em SC

Marco Buzzi já foi condenado pelo STJ após julgamento

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AGU pede ao STF perda do cargo de ministro acusado de assédio em SC
Foto: divulgação

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta semana que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, acusado de assédio sexual a uma jovem de 19 anos.

Em agosto, o STJ decidiu condenar o ministro após julgar o processo disciplinar aberto para analisar as acusações. Na petição apresentada ao STF, a AGU pede que o salário de Buzzi fosse suspenso até o julgamento definitivo da ação. A medida representa a primeira ação para perda de cargo após o Supremo determinar o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima aos magistrados condenados por faltas disciplinares graves, como venda de sentenças, assédio sexual, entre outras.

Antes da suspensão dos penduricalhos, o salário de Buzzi ultrapassava R$ 100 mil mensais. Em março, ele chegou a receber R$ 132 mil — valor superior ao que recebia antes do afastamento. Em abril, ainda com os adicionais, o montante foi de quase R$ 127 mil.

Processo por assédio

Com o corte das verbas extras, a remuneração caiu para R$ 35.178,47 em maio, uma redução de aproximadamente 75%.

Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem, que é filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual. Desde o surgimento das acusações, a defesa sustenta que o ministro não cometeu qualquer ato impróprio.

Buzzi está afastado do cargo, mas ainda pode recorrer ao Supremo.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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