
O Instituto Nacional do Seguro Social colocou em vigor em fevereiro a exigência da biometria para novos pedidos, no entanto a nova norma tem gerado dúvidas entre aposentados e pensionistas. O governo implementou a medida no fim de 2025 como parte de um pacote de ações busca reforçar a segurança digital e combater fraudes no sistema.
Quem precisa fazer a biometria agora
Apesar da preocupação com possíveis bloqueios, o órgão informou que não suspenderá automaticamente o benefício pela falta do cadastro biométrico. O INSS fará a atualização para esse público de forma gradual, e, caso precise complementar dados, o beneficiário receberá um aviso com antecedência.
Atualmente, o INSS exige a biometria apenas para solicitações feitas a partir de 21 de novembro de 2025. Nesses casos, o órgão aceita biometrias registradas na Carteira de Identidade Nacional (CIN), na CNH ou no Título de Eleitor.
Prazos para novas exigências
A partir de 1º de maio de 2026, quem não tiver biometria vinculada a nenhum desses documentos deverá emitir a nova CIN para concluir o pedido. Já em 1º de janeiro de 2028, o governo passará a aceitar a CIN como único documento válido para identificação e manutenção dos benefícios.
Quem está dispensado
O governo regulamentou a norma pelo Decreto nº 12.561 e incluiu exceções. O texto dispensa idosos acima de 80 anos, pessoas com mobilidade reduzida comprovada por laudo médico, moradores de áreas remotas e brasileiros que vivem no exterior, enquanto o poder público não oferecer estrutura adequada para coletar os dados.
O decreto também dispensa provisóriamente a biometria para pedidos de salário-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte protocolados até 30 de abril de 2026.
Alerta para golpes
Diante da mudança, o INSS alertou para tentativas de golpe. O órgão destacou que não solicita senhas ou dados bancários por telefone ou mensagens. Em caso de dúvida, o cidadão deve acessar o aplicativo ou site Meu INSS ou entrar em contato com a Central 135.

