
O Ministério da Fazenda informou nesta terça-feira (6) o pedido de bloqueio de 13.241 sites ilegais de apostas desde 25 de setembro, quando o governo baniu as bets. A medida protege a economia familiar e contém a sangria diária de recursos que migravam para as plataformas virtuais.
Fim das bets
A terça-feira marcou o primeiro dia sem qualquer operação de apostas autorizadas no Brasil, seguindo o cronograma da medida provisória do governo federal. O prazo para o resgate voluntário pelos usuários encerrou às 23h59 de segunda-feira (5).
Com o fechamento, cerca de R$ 1,325 bilhão permanecem retidos para restituição a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores. Assim, as empresas têm até esta quarta-feira (7) para repassar os saldos remanescentes e as contas bancárias de origem às instituições financeiras.
Investigação de contas suspeitas
Apesar do grande volume de cadastros, uma parcela reduzida de apostadores concentra a maior parte dos recursos. Cerca de 1% dos usuários, equivalente a 200 mil pessoas, detém 80% do montante total a ser devolvido. Além disso, 3,4% dos apostadores concentram 90% do valor pendente.
Enquanto a maioria possui quantias mínimas, o governo colocou cerca de 40 contas sob investigação por apresentarem saldos superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão. A apuração verifica possíveis crimes de lavagem de dinheiro e vínculos com o crime organizado.
Combate a páginas irregulares
Para conter o avanço do setor clandestino, o governo também solicitou a remoção de conteúdos em redes sociais e aplicativos, incluindo páginas no Facebook, perfis no Instagram e canais no Telegram que alcançavam mais de 17 milhões de usuários.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a ofensiva estanca a saída diária de até R$ 650 milhões da poupança popular. Por fim, isso permite que o dinheiro permaneça no orçamento das famílias brasileiras.

