
Nesta quinta-feira (26), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se pronunciou sobre a polêmica que envolve a liberação de escolas cívico-militares no Brasil. Tal fato veio à tona, portanto, após a Organização das Nações Unidas (ONU) criticar o uso de militares em escolas e cobrar o fim da militarização, que estaria associada à violência institucional e à violação de direitos. “Aqui em SC a ONU não vai proibir é nada”, disse o governador ao gravar um vídeo para as suas redes sociais mostrando exemplos que agressões que ocorrem em outros modelos institucionais, que não são os cívico-militares. Confira:
“Vamos continuar expandindo o que dá certo. As escolas cívico-militares já mostraram sua eficiência na disciplina e no ensino. A gente acabou de voltar do Japão onde as crianças aprendem até a lavar louça e cozinhar. Limpam a própria escola. Disciplina também é educação”, complementa Jorginho Mello.
Número de estudantes em escolas cívico-militares aumenta
Desde 2023, quando o Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares foi criado no estado, já são 10.241 estudantes matriculados nas 15 unidades escolares que atuam no modelo. Contudo, a meta é chegar a 21 escolas até o final de 2026.
Enfim, para o Governo, entre os motivos apontados para a procura estão o estímulo ao comportamento sadio, o respeito e a disciplina. Além disso, o ambiente seguro e acolhedor que o modelo proporciona e a forma de preparar os estudantes para a vida em sociedade. “A gente vê o aumento da responsabilidade desses alunos em relação a toda essa parte da disciplina, não só comportamental, mas de todo o restante dentro de sala de aula”, avalia a professora Rosângela Braatz, que atua na EEB Walmor Ribeiro, Ibirama.

