
Douglas Ribeiro Pina Barcelos, um dos 10 investigados no inquérito que apura manipulações em apostas esportivas que culminou no indiciamento do atacante Bruno Henrique do Flamengo, firmou um acordo com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) que foi homologado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
O acordo livra o homem de um processo criminal, desde que ele cumpra as condições impostas e confesse o crime. A delação de Douglas será usada para reforçar o conjunto probatório investigativo que pode complicar a situação de Bruno Henrique.
Douglas terá de pagar R$ 2,3 mil a uma entidade beneficente. A Justiça indicou que o dinheiro seja, preferencialmente, destinado a alguma associação voltada ao combate da ludopatia. Além disso, ele está proibido, por dois anos, de ter cadastro em plataformas de apostas on-line no Brasil. Ele também será obrigado a prestar 360 horas de serviço comunitário em até 18 meses.
Até o momento, Douglas é o único entre os 10 investigados a admitir envolvimento no esquema de apostas esportivas. Na denúncia do MPDFT, promotores do Gaeco consideraram que Bruno Henrique teria combinado a aplicação de um cartão amarelo para beneficiar os apostadores.
O jogador foi denunciado pelos crimes de manipulação de resultado esportivo e estelionato. Com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, cabe à Justiça decidir se a aceita ou não. Caso a denúncia seja aceita, o atacante passa a responder como réu no processo criminal.

