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Boate Kiss: ex-sócio é autorizado a cumprir pena em regime aberto

Condenado a 12 anos de prisão, Elissandro Spohr terá que usar tornozeleira eletrônica

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Boate Kiss: ex-sócio é autorizado a cumprir pena em regime aberto
Foto: Fernando Frazão

A Justiça do Rio Grande do Sul concedeu, nesta quarta-feira (17), o direito à progressão para o regime aberto a Elissandro Callegaro Spohr, um dos ex-sócios da Boate Kiss. Condenado pela tragédia que vitimou 242 pessoas em 2013, Spohr cumpria pena na Penitenciária Estadual de Canoas e agora passará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica em sua residência.

Decisão baseada em avaliações técnicas

De acordo com o juiz Roberto Coutinho Borba, da 3ª Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre, o réu preencheu os requisitos necessários para o benefício. O magistrado destacou que o atestado de conduta carcerária de Elissandro é “plenamente favorável”.

Além disso, exames sociais e psicológicos realizados recentemente não apresentaram elementos que impedissem a progressão. O ex-sócio já possuía autorização para saídas temporárias, mantendo um histórico sem incidentes sob monitoramento eletrônico.

Redução de penas e o cenário jurídico

Embora o Tribunal do Júri tenha condenado Spohr inicialmente a 22 anos e seis meses de prisão em 2021, a defesa obteve uma redução significativa da pena. Atualmente, o tempo de reclusão está fixado em 12 anos. Essa mudança ocorreu após uma série de reviravoltas jurídicas:

  • Em 2022: o Tribunal de Justiça do RS chegou a anular o julgamento, liberando os réus.
  • Em fevereiro de 2024: o Supremo Tribunal Federal (STF) reverteu a anulação e restabeleceu as prisões.
  • Em agosto de 2024: novos recursos da defesa resultaram no redimensionamento das penas para todos os envolvidos.

Relembre a tragédia da Boate Kiss

O incêndio na Boate Kiss ocorreu em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, durante uma festa universitária. A tragédia começou quando o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus, acendeu um artefato pirotécnico cujas fagulhas atingiram a espuma do teto.

Consequentemente, o fogo espalhou-se rapidamente e liberou uma fumaça tóxica de cianeto. Devido a falhas nos extintores e problemas nas rotas de fuga, 242 pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas.

Por fim, além de Elissandro, outros três réus foram condenados por homicídio com dolo eventual:

  • Mauro Hoffmann (ex-sócio): Pena reduzida para 12 anos.
  • Marcelo de Jesus (vocalista): Pena ajustada para 11 anos em regime semiaberto.
  • Luciano Bonilha (auxiliar da banda): Pena ajustada para 11 anos em regime semiaberto.
Natiele Oliveira

Sobre o autor

Natiele Oliveira

A jornalista confirma a presença do Guararema News na cidade de Blumenau, com uma ampla cobertura de tudo o que acontece na região do Vale do Itajaí, uma das mais importantes de Santa Catarina. Atua também em coberturas nacionais, sempre ligada em notícias que possam fazer a diferença na vida dos leitores, como serviços, empregos, concursos e etc...

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