
O Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú divulgou uma nota oficial após vir a público a informação de que um servidor da instituição foi detido durante uma operação que investiga crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.
De acordo com o comunicado, o caso está relacionado à Operação Infantius, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina, por meio do CyberGAECO.
Na nota, o instituto afirma que o servidor foi imediatamente afastado das funções para que seja instaurado um Processo Administrativo Disciplinar. A medida, segundo a instituição, busca garantir segurança e transparência na apuração interna.
O IFC informou que “adotou todas as providências cabíveis no âmbito administrativo”, ressaltando que o afastamento ocorreu para permitir a condução do processo disciplinar e assegurar a proteção da comunidade acadêmica.
Além disso, a instituição reforçou sua posição diante da gravidade das acusações. No documento, o campus declara que manifesta “repúdio a toda e qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes”, destacando que crimes dessa natureza ferem direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
O instituto também destacou que não tolera condutas que atentem contra a integridade de menores. Conforme a nota, a instituição reafirma o compromisso com a defesa da infância e da juventude e com a promoção de um ambiente educacional seguro.
Outro ponto enfatizado pelo IFC Camboriú é a colaboração com as autoridades responsáveis pela investigação. A instituição declarou que confia no devido processo legal e que permanece à disposição para contribuir com os órgãos competentes durante a apuração dos fatos.
Relembre o caso
O GAECO deflagrou, em fevereiro deste ano, a Operação Infantius, com o objetivo de combater crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Durante o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, os investigadores prenderam dois suspeitos em flagrante. As investigações também chegaram às cidades de Navegantes e Blumenau, onde os agentes identificaram suspeitos que armazenavam conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. Em Blumenau, um dos investigados também possuía mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável, o que resultou em uma segunda ordem de detenção.
Além das prisões, as equipes apreenderam dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento em Lages, Navegantes e Gaspar. Posteriormente, os peritos encaminharam todo o material para análise especializada, que agora auxilia no avanço das investigações.
A operação teve origem em um trabalho de monitoramento realizado pelo CyberGAECO, que identificou usuários envolvidos no download e compartilhamento de arquivos ilícitos. Além disso, a investigação contou com cooperação internacional. Entre eles, o Homeland Security Investigations (HSI), agência ligada ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, por meio da Embaixada norte-americana.
As investigações seguem sob responsabilidade do Ministério Público de Santa Catarina.

