
O Novo Desenrola Brasil conta agora com um aporte de R$ 10,57 bilhões vindos de recursos esquecidos por correntistas no sistema financeiro. O prazo para as instituições transferirem esses valores ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) terminou nesta terça-feira (12). Desse total, R$ 5 bilhões garantem o risco de inadimplência das novas linhas de crédito para famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Programa Desenrola Brasil
Assim, a iniciativa, batizada de Desenrola 2.0, busca reequilibrar as finanças de milhões de brasileiros que possuem dívidas atrasadas. Com a transferência concluída, o fundo público assume o papel de garantidor, o que permite que bancos ofereçam condições mais facilitadas na renegociação.
De acordo com dados do Banco Central, o saldo de R$ 10,57 bilhões é distribuído entre pessoas físicas e jurídicas. A maior parte do dinheiro, cerca de R$ 8,13 bilhões, pertencia a mais de 45 milhões de cidadãos. Outros R$ 2,43 bilhões estavam em contas de 5 milhões de empresas.
Os bancos comerciais detinham o maior volume desses recursos, somando R$ 6,25 bilhões. Na sequência aparecem as administradoras de consórcios, com R$ 2,6 bilhões, e as cooperativas de crédito, que guardavam R$ 975,3 milhões. Antes do repasse obrigatório ao FGO, o sistema do BC já havia devolvido R$ 14,55 bilhões aos donos.
Resgate futuro
Apesar da transferência para o fundo do Desenrola, o direito ao resgate do dinheiro não prescreve agora. Dessa forma, o Ministério da Fazenda publicará nos próximos dias um edital no Diário Oficial da União com as instruções para a consulta individualizada.
Por fim, o sistema informará o valor exato transferido, o banco de origem e os dados da conta antiga do cidadão. Para assegurar o pagamento de quem solicitar o dinheiro daqui para frente, o Governo Federal manteve uma reserva de 10% do saldo total transferido ao FGO exclusivamente para essas devoluções.

