
Militares do 53º Batalhão de Infantaria de Selva salvaram um cachorro que era atacado por uma sucuri de cerca de três metros neste domingo (08), em Itaituba, no sudoeste do Pará, depois que a cobra se enrolou no animal dentro da área do quartel e começou a asfixiá-lo.
Militares reagem imediatamente
Assim que perceberam o ataque, os soldados correram até o local. A sucuri já havia enrolado o corpo do cachorro e apertava com força. Diante da cena, os militares agiram sem hesitar.
Primeiro, eles seguraram a serpente. Em seguida, arrastaram o animal até uma área pavimentada do quartel para ganhar mais controle da situação. Depois, com esforço conjunto e coordenação, conseguiram fazer com que a cobra soltasse o cachorro.
Enquanto isso, outros militares registraram o momento. As imagens mostram a intensidade da ação e a rapidez da resposta.
Reanimação e recuperação do animal
Logo após a soltura, o cachorro ficou debilitado. Ele apresentava sinais de exaustão e dificuldade respiratória. Por isso, os próprios militares iniciaram manobras de reanimação no local.
Eles realizaram massagem cardíaca e estimularam a respiração do animal. Pouco depois, o cachorro reagiu. Gradualmente, recuperou os movimentos e estabilizou o quadro.
Órgãos ambientais fazem a remoção
Na sequência, o batalhão acionou os órgãos ambientais competentes. A equipe responsável compareceu ao quartel, capturou a sucuri com segurança e a devolveu ao habitat natural.
A medida evitou novos riscos tanto para os militares quanto para outros animais da área.
Presença de serpentes na região
Itaituba está inserida em área de forte presença de mata nativa. Por isso, encontros com animais silvestres são relativamente comuns. Além disso, serpentes como a sucuri fazem parte da fauna amazônica e costumam circular próximas a rios e vegetação densa.
No entanto, quando esses animais entram em áreas urbanizadas ou militares, aumentam os riscos de conflitos com pessoas e animais domésticos.
A ação rápida dos militares evitou um desfecho fatal. Eles salvaram o cachorro, garantiram a segurança do local e ainda asseguraram a devolução da sucuri à natureza. O caso reforça a importância da reação imediata e do acionamento correto das autoridades ambientais em situações envolvendo animais silvestres.

