
Mergulhadores profissionais da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) intensificaram a limpeza dos costões rochosos de Balneário Camboriú e retiraram, nas últimas semanas, 294 quilos de resíduos da Praia de Laranjeiras. A operação recolheu 1.255 itens entre materiais submersos e lixo em terra, principalmente nas áreas próximas ao trapiche e ao costão. A ação evidencia, mais uma vez, o peso da ação humana sobre ecossistemas sensíveis.
Enquanto no fundo do mar predominavam resíduos ligados à pesca e à maricultura — como redes, fios de nylon, cabos e chumbadas —, em terra o cenário também preocupou, com grande volume de plásticos, garrafas, sacolas, latas e embalagens descartadas de forma irregular.
Além disso, o trabalho da Univali integra um projeto contínuo que já atende 25 pontos do município. Dessa forma inclui locais como Ilha das Cabras, Estaleirinho, Praia do Pinho e Taquaras. A iniciativa, realizada em parceria com a Prefeitura e a Ambiental, alia tecnologia, pesquisa e ação prática para enfrentar um problema ambiental histórico nas áreas costeiras.
Seis toneladas retiradas em quatro anos mostram urgência de mudança coletiva
Desde 2022, a força-tarefa já removeu cerca de seis toneladas de resíduos dos costões de Balneário Camboriú, sendo aproximadamente 40% retirados de áreas submersas. O volume impressiona, porém também serve como sinal de alerta sobre hábitos que comprometem a biodiversidade marinha e a saúde ambiental da região.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Nelson Oliveira, o resultado reforça uma responsabilidade compartilhada: “Preservar o meio ambiente é uma responsabilidade de todos”.
Portanto, mais do que limpar, a operação produz dados técnicos que ajudam no planejamento de políticas públicas e estratégias de conservação a longo prazo. Com protocolos científicos rigorosos, o serviço de mergulho especializados atuam em locais de difícil acesso, onde o lixo se acumula silenciosamente entre as rochas.
Dessa forma, Balneário Camboriú transforma limpeza em consciência ambiental. No entanto, o sucesso dessas ações depende não apenas de equipes especializadas, mas também de uma mudança urgente de comportamento da população para que o oceano deixe de ser destino do descarte irresponsável.

