
Os Estados Unidos deportaram uma mulher condenada pelos atos golpistas de 8 de janeiro, e a Polícia Federal prendeu a foragida ao desembarcar no Brasil, na sexta-feira (6). A ação encerra mais um caso de fuga internacional ligado aos ataques às sedes dos Três Poderes.
Prisão imediata no retorno ao país
Logo após a chegada, agentes federais cumpriram o mandado de prisão em aberto. A mulher havia sido condenada pela participação direta nos atos antidemocráticos ocorridos em janeiro de 2023, em Brasília.
Na ocasião, manifestantes invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Por isso, a Justiça impôs pena de prisão e o uso de tornozeleira eletrônica, medida que acabou descumprida.
Fuga começou após rompimento da tornozeleira
Ainda em 2024, a condenada rompeu o equipamento de monitoramento e deixou o Brasil de forma irregular. Em seguida, passou por outros países da América do Sul. Depois, entrou ilegalmente nos Estados Unidos.
No entanto, as autoridades migratórias americanas identificaram a situação irregular. Além disso, confirmaram a existência de condenação criminal no Brasil. Diante disso, o governo americano autorizou a deportação.
Cooperação internacional avança
Este é o terceiro caso de deportação de brasileira envolvida nos atos de 8 de janeiro. Antes disso, outras condenadas também foram localizadas no exterior e devolvidas ao Brasil.
Segundo autoridades, a cooperação internacional tem sido decisiva. Com isso, o cerco contra foragidos se amplia, mesmo quando a fuga ocorre fora do país.
Cumprimento da pena
Após a prisão, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional para cumprir a pena imposta pela Justiça brasileira. O Supremo Tribunal Federal segue responsável pelos processos relacionados aos atos golpistas.
Enquanto isso, investigações continuam. A expectativa é de novas deportações, já que outros envolvidos vivem de forma irregular no exterior.

