
O escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, elaborou 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master. As informações foram divulgadas pela própria banca, que prestou consultoria jurídica à instituição financeira ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro até o ano passado.
De acordo com o escritório, o contrato de prestação de serviços ocorreu entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Durante esse período, a equipe jurídica atuou diretamente na análise de temas legais e na elaboração de documentos técnicos para a instituição financeira.
Além disso, o escritório informou que promoveu 79 reuniões semipresenciais na sede do Banco Master. Paralelamente, os advogados participaram de mais dois encontros por videoconferência. Assim, a banca manteve contato frequente com representantes da instituição ao longo da prestação do serviço.
Consultoria jurídica e coordenação de escritórios
A equipe responsável pelo trabalho reuniu quinze advogados. Ao mesmo tempo, o Banco Master também contratou outros três escritórios especializados em consultoria jurídica. Nesse cenário, o escritório de Viviane Barci coordenou as atividades dessas bancas parceiras e organizou parte das estratégias jurídicas desenvolvidas para o banco.
Segundo a nota divulgada, a atuação envolveu consultoria ampla em questões legais e regulatórias. Ainda assim, o escritório destacou que limitou sua participação ao campo consultivo.
Além disso, a banca reforçou que nunca representou o Banco Master em processos no Supremo Tribunal Federal.
“O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal”, afirmou a nota.
Mensagem de Vorcaro gera esclarecimentos
O comunicado também aborda uma mensagem que Daniel Vorcaro enviou no dia de sua prisão. No fim de semana, Viviane Barci negou que o conteúdo tenha sido direcionado a ela.
A declaração ocorreu após reportagem publicada pelo jornal O Globo. O veículo informou que o recado poderia ter sido destinado ao ministro Alexandre de Moraes. No entanto, o próprio ministro também negou essa interpretação.
Diante da repercussão, o escritório reiterou que prestou serviços exclusivamente na área de consultoria jurídica. Além disso, a banca reforçou que o trabalho ocorreu dentro de contratos firmados com o Banco Master e sem qualquer atuação em processos no STF.

