
O empresário Décio Yoshimoto protocolou, na quinta-feira (19), na 7ª Vara Cível de Santo Amaro, em São Paulo, um novo pedido no processo que move contra o cantor Júnior Lima, porque quer que a Justiça ouça testemunhas sobre as condições do imóvel alugado pelo artista. A solicitação integra a ação que cobra aproximadamente R$ 100 mil por suposta quebra antecipada de contrato. O empresário sustenta que os depoimentos podem fortalecer sua versão e, portanto, influenciar diretamente o rumo da disputa judicial.
Empresário amplia ofensiva no processo
Primeiro, Yoshimoto reafirma que o imóvel estava em condições adequadas de uso. Em seguida, ele argumenta que pessoas que frequentaram a casa durante o período da locação podem confirmar esse cenário. Por isso, pede formalmente a oitiva dessas testemunhas.
Além disso, o empresário defende que os relatos podem confrontar as alegações apresentadas pela defesa de Júnior, que apontou problemas estruturais como infiltração, mofo e umidade. Segundo ele, os depoimentos vão complementar a perícia técnica já determinada pelo juiz.
Com essa movimentação, Yoshimoto amplia a estratégia processual e tenta consolidar provas antes da sentença. Assim, busca reforçar a tese de que a rescisão contratual ocorreu sem justificativa legal.
Defesa aponta imóvel inabitável
Por outro lado, Júnior Lima sustenta que devolveu o imóvel antes do fim do contrato porque identificou problemas estruturais que comprometeriam a habitabilidade. Segundo a defesa, as condições da casa inviabilizavam a permanência no local.
Além disso, Xororó e Noely, que figuram como fiadores no contrato, também integram o processo. Eles contestam a cobrança da multa contratual e pedem que a Justiça reconheça a inexistência de débito.
Diante desse impasse, o juiz determinou a realização de perícia técnica no imóvel. A análise deve esclarecer a origem das infiltrações e avaliar se os danos apontados realmente tornavam o espaço impróprio para moradia.
Perícia pode definir rumo da ação
Agora, o processo entra em uma fase decisiva. Primeiro, a perícia técnica deve apresentar laudo conclusivo. Depois, caso o magistrado aceite o novo pedido, as testemunhas poderão ser ouvidas.
Portanto, tanto o laudo quanto os depoimentos podem pesar na decisão final. Se a Justiça entender que o imóvel apresentava vícios estruturais graves, pode afastar a multa. Caso contrário, o cantor pode ser condenado ao pagamento do valor cobrado.
Enquanto isso, o caso segue em tramitação e mantém as partes em confronto jurídico. A definição dependerá, sobretudo, da consistência das provas produzidas ao longo da instrução.
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