
Nesta terça-feira (03) a Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou um padrão claro na atuação dos réus acusados de estuprar uma adolescente de 17 anos. Segundo o delegado Ângelo Lages, os suspeitos primeiro ganhavam a confiança das jovens para, em seguida, marcar encontros. Já no local combinado, o grupo as forçava a manter relações sexuais com várias pessoas.
Além disso, a hipótese de um “modus operandi” estruturado ganhou força após outras duas adolescentes procurarem a polícia e relatarem situações semelhantes. De acordo com o delegado, ambas confirmaram que os criminosos as atraíram para um apartamento sob o pretexto de um encontro casual. No entanto, ao chegarem ao imóvel, elas sofreram violência sexual.
Detalhes das novas denúncias
As duas novas vítimas tinham 14 e 17 anos na época dos crimes. Nesse contexto, uma delas relatou que Matheus Veríssimo Zoel Martins a levou a um apartamento onde a violentou. Por outro lado, a segunda vítima apontou Vitor Hugo Oliveira Simonin — que segue foragido — como o responsável pelo crime contra ela.
Quanto à situação dos acusados, Matheus e João Gabriel Xavier Bertho já se entregaram à polícia. Contudo, Bruno Felipe dos Santos Alegretti e Vitor Hugo permanecem foragidos. Atualmente, a Justiça considera todos os envolvidos réus por estupro coletivo.
Entenda o caso
A investigação começou logo após uma adolescente de 17 anos denunciar, junto à mãe, que cinco pessoas a violentaram em um apartamento em Copacabana.
Segundo o relato, ela aceitou o convite de um adolescente com quem mantinha contato. Assim que chegaram ao imóvel, os dois iniciaram uma relação no quarto. Todavia, durante o ato, outros quatro homens invadiram o cômodo. Conforme a denúncia, os envolvidos afirmaram que o jovem havia “desenrolado” a situação para permitir a participação dos demais.
Embora a vítima tenha recusado manter relações com os outros homens e tentado fugir, os agressores a impediram. De acordo com o depoimento, os suspeitos se revezavam enquanto desferiam agressões físicas, como puxões de cabelo e golpes no abdômen. Surpreendentemente, horas depois, o jovem ainda enviou uma mensagem à adolescente perguntando se ela havia chegado bem em casa.
Defesa e denúncias
Em resposta às acusações, a defesa de João Gabriel afirmou que ele nega o estupro e confia na apuração isenta da Justiça. O espaço segue aberto para a manifestação dos demais citados.
Como prosseguir em casos parecidos
Atendimento Médico: A rede pública oferece socorro imediato mesmo sem boletim de ocorrência. Ainda assim, o registro na delegacia é indispensável para a realização do exame de corpo de delito.
Emergências: Acione a Polícia Militar pelo 190.
Denúncias e Orientação: O Ligue 180 acolhe vítimas e encaminha denúncias de violência contra a mulher.

