
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, nesta terça-feira (17), um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a pena do político seja convertida em prisão domiciliar. O recurso surge quatro dias após a internação de Bolsonaro no hospital DFStar, em Brasília, e contesta a decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes, proferida no início de março.
Pedido da defesa
Os advogados argumentam que o quadro clínico do ex-presidente apresenta “gravidade e rápida evolução”. Segundo a petição, o regime atual de cumprimento de pena na “Papudinha” não oferece a estrutura necessária para um acompanhamento contínuo. A defesa sustenta, ainda, que a equipe médica de plantão na unidade prisional seria insuficiente para garantir uma resposta imediata em caso de um eventual mal súbito.
Articulação política e jurídica
Além disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que agora também integra formalmente a equipe jurídica do pai, reuniu-se pessoalmente com o ministro Alexandre de Moraes. Após o encontro, o parlamentar classificou a conversa como “tranquila e objetiva”.
“O ministro ficou de avaliar o pedido em momento oportuno. Ele não deu prazo para a decisão e terá o tempo que julgar necessário”, afirmou Flávio. O senador reforçou que a permanência do ex-presidente no presídio gera riscos reais de óbito, defendendo que a reclusão domiciliar garantiria o amparo médico adequado.
Histórico de saúde
As autoridades transferiram Jair Bolsonaro para o hospital após ele apresentar sintomas severos, incluindo febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Por fim, enquanto aguarda a manifestação do STF, o ex-presidente permanece sob observação médica constante na rede privada.

