
O sonho do hexacampeonato terminou de forma precoce para a Seleção Brasileira. Neste domingo (5), o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Além da despedida da competição, o resultado ampliou um incômodo retrospecto: pela sexta Copa consecutiva, a equipe brasileira caiu diante de uma seleção europeia em confrontos eliminatórios.
A derrota também representa a pior campanha brasileira em Mundiais desde 1990, quando a Seleção foi eliminada pela Argentina na mesma fase. Desde o título conquistado em 2002, o Brasil não consegue superar um adversário europeu em jogos de mata-mata da Copa do Mundo.
Apesar de controlar parte da partida e criar oportunidades, a equipe comandada por Carlo Ancelotti voltou a sofrer com a falta de eficiência nas finalizações e pagou caro pelos erros diante de uma Noruega organizada e letal nos momentos decisivos.
Pênalti perdido e oportunidades desperdiçadas
O Brasil iniciou a partida tentando assumir o controle das ações, embora a Noruega tenha pressionado nos primeiros minutos. Pouco depois, Matheus Cunha sofreu pênalti após revisão do VAR, criando a melhor oportunidade brasileira no primeiro tempo. Entretanto, Bruno Guimarães cobrou sem força, facilitando a defesa do goleiro Orjan Nyland.
Mesmo após o lance, a Seleção aumentou o volume ofensivo, trocou passes com rapidez e ocupou o campo adversário. No entanto, voltou a encontrar dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras e terminou a etapa inicial sem balançar as redes.
Na volta do intervalo, o Brasil manteve a postura ofensiva. A entrada de Endrick deu mais velocidade ao ataque e quase mudou a história da partida. Servido por Vinícius Júnior, o atacante ficou frente a frente com Nyland, mas desperdiçou a oportunidade ao finalizar para fora.
Haaland decide e amplia tabu brasileiro
Enquanto o Brasil buscava o gol, a Noruega encontrou espaços na defesa brasileira. Aos 79 minutos, Erling Haaland apareceu livre na área para completar de cabeça um cruzamento preciso e abrir o placar para os europeus.
Pouco depois, já nos minutos finais, o camisa 9 voltou a mostrar sua eficiência. Desta vez, acertou um chute de fora da área e ampliou a vantagem, praticamente definindo a classificação norueguesa para as quartas de final.
Nos acréscimos, Casemiro sofreu pênalti. Neymar converteu a cobrança e diminuiu o prejuízo, mas o gol saiu tarde demais para evitar a eliminação brasileira.
Além da despedida, o resultado manteve outro retrospecto negativo diante da Noruega. Em quatro confrontos entre as seleções em Copas do Mundo, o Brasil ainda não conseguiu vencer os noruegueses, acumulando duas derrotas e dois empates.
Jejum contra europeus aumenta para 24 anos
A eliminação também reforçou uma sequência que se tornou um dos maiores fantasmas da história recente da Seleção Brasileira. Desde a vitória sobre a Alemanha na final da Copa do Mundo de 2002, o Brasil só enfrentou seleções europeias em fases eliminatórias e acabou eliminado em todas as oportunidades.
A série começou contra a França, nas quartas de final de 2006. Depois vieram as derrotas para Holanda, em 2010, Alemanha, em 2014, Bélgica, em 2018, Croácia, nos pênaltis, em 2022, e agora para a Noruega, em 2026.
Com isso, a caminhada brasileira chega ao fim antes das quartas de final pela primeira vez em 36 anos. Enquanto a Noruega segue viva na luta pelo título e aguarda o vencedor do duelo entre México e Inglaterra, o Brasil encerra mais uma campanha marcada pela expectativa do hexa, mas também pela repetição de um roteiro que voltou a frustrar milhões de torcedores.

