
Suzane von Richthofen iniciou uma batalha jurídica após a morte de seu tio, o médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos. Encontrado sem vida em sua residência no último sábado (10), o tio de Suzane deixou um patrimônio estimado em R$ 5 milhões. Miguel não tinha filhos, esposa ou irmãos vivos.
A sobrinha, portanto, terá que enfrentar judicialmente a prima de primeiro grau, Carmem Silvia Magnani. Após a morte de Miguel, Suzane compareceu à delegacia com seu advogado para tentar a liberação do corpo. Porém, Carmem Silvia já havia se antecipado. A prima obteve a autorização policial um dia antes, retirou o corpo do IML Central e providenciou o sepultamento, que ocorreu nesta terça-feira (13) em Pirassununga.
Ordem de sucessão
O Código Civil Brasileiro estabelece uma hierarquia para a partilha de bens. Na ausência de um testamento oficial, os sobrinhos (parentes de terceiro grau) possuem prioridade sobre os primos (quarto grau). Portanto, legalmente, Suzane e seu irmão, Andreas von Richthofen, ocupam o primeiro lugar na linha de sucessão.
Vale destacar que o tio foi o tutor de Andreas após o assassinato de Manfred e Marísia em 2002. Enquanto Suzane cumpre sua pena em regime aberto e busca o patrimônio, Andreas se manteve em silêncio e não compareceu à delegacia, assim como fizeram a irmã e Carmem Silvia.
Especialistas indicam que a condenação de Suzane pela morte dos pais não a impede automaticamente de herdar bens do tio, a menos que surja uma contestação judicial específica de indignidade.
O desfecho agora depende da existência, ou não, de um testamento deixado pelo médico. Caso o documento não apareça, os irmãos von Richthofen devem dividir o valor milionário, independentemente da oposição da prima.
Polícia investiga morte do tio de Suzane von Richthofen
A Polícia Civil ainda aguarda o laudo pericial para confirmar a causa da morte de Miguel. Embora os investigadores trabalhem com a hipótese de morte natural, o boletim de ocorrência registra o caso como “morte suspeita” devido ao fato de o idoso morar sozinho.

