
A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada nesta quarta-feira (18), no Rio de Janeiro, após ficar na última colocação do Grupo Especial do Carnaval 2026. A decisão saiu durante a apuração oficial das notas, realizada na Cidade do Samba. A escola perdeu pontos nos quesitos técnicos e não conseguiu se manter entre as principais agremiações, depois de levar para a avenida um enredo que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e provocou forte repercussão política e cultural.
Apuração confirma queda
Logo nos primeiros quesitos, a Acadêmicos de Niterói começou a acumular notas abaixo das concorrentes. A diferença se consolidou ao longo da leitura e, antes mesmo do fim da apuração, a queda já era matematicamente irreversível.
Os jurados avaliaram critérios como evolução, harmonia, enredo e alegorias. Embora a escola tenha defendido com entusiasmo sua proposta, perdeu décimos importantes em aspectos técnicos. No Grupo Especial, qualquer detalhe pesa, e a soma final definiu o rebaixamento.
Com o resultado, a agremiação disputará a Série Ouro em 2027.
Enredo gerou debate antes mesmo do desfile
A escola apresentou um desfile dedicado à trajetória de Lula, desde a infância no Nordeste até a Presidência da República. A proposta mobilizou a comunidade e chamou atenção nacional.
Ao mesmo tempo, a escolha do tema gerou críticas de setores da oposição, que questionaram possíveis implicações políticas. Especialistas discutiram os limites entre manifestação cultural e posicionamento político dentro da maior festa popular do país. Apesar das controvérsias, o desfile ocorreu normalmente.
Na avenida, a comunidade defendeu o enredo com energia. Integrantes destacaram que a escola manteve coerência artística e identidade temática. Ainda assim, o julgamento técnico determinou o destino da agremiação.
Agora, a Acadêmicos de Niterói inicia um novo ciclo. O rebaixamento impõe desafios financeiros e estratégicos, mas também abre espaço para reestruturação. Muitas escolas que já caíram conseguiram retornar ao Grupo Especial mais fortes.
O Carnaval do Rio mistura espetáculo, competição e narrativa social. E, mais uma vez, mostrou que a avenida é palco de arte, disputa e debate público.

