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Marcelo Pretto, do Barbatuques, morre aos 58 anos

Cantor, compositor e pesquisador musical marcou a música brasileira com o trabalho de percussão corporal

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Marcelo Pretto, do Barbatuques, morre aos 58 anos
Imagem: Tati Wexler/Reprodução

O músico Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, morreu neste domingo (08), aos 58 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital Alvorada e enfrentava complicações provocadas por diabetes. O próprio grupo confirmou a morte nas redes sociais e destacou a importância do músico para a música brasileira e para a pesquisa de manifestações culturais populares.

Música, pesquisa e tradição

Marcelo Pretto construiu uma trajetória ligada à valorização da cultura brasileira. Cantor, compositor e pesquisador, ele dedicou boa parte da carreira ao estudo de ritmos tradicionais e à experimentação musical.

Além disso, amigos e colegas o conheciam pelo apelido Mitsu. Ao longo dos anos, ele participou de projetos culturais que investigavam cantos populares e expressões musicais de diferentes regiões do país.

Ao mesmo tempo, Pretto buscava traduzir essa pesquisa em apresentações e gravações. Assim, transformava tradição em música viva e acessível ao público.

Papel central no Barbatuques

Marcelo Pretto integrou o Barbatuques desde 1999. O grupo ganhou projeção no Brasil e no exterior ao desenvolver uma linguagem artística baseada na percussão corporal.

Nesse formato, os músicos usam o próprio corpo como instrumento. Palmas, batidas, estalos e vocalizações criam ritmos complexos e apresentações altamente performáticas.

Dentro do grupo, Pretto atuava como cantor e percussionista. Além disso, ajudava a desenvolver arranjos e ideias musicais. Com isso, contribuiu diretamente para consolidar a identidade sonora do Barbatuques.

Graças a esse trabalho, o grupo conquistou reconhecimento internacional e participou de festivais e projetos musicais em diversos países.

Projetos culturais e colaborações

Além do Barbatuques, Marcelo Pretto participou de outros projetos dedicados à cultura popular brasileira. Entre eles, destacou-se o grupo A Barca, que pesquisa e registra cantos tradicionais e manifestações folclóricas.

Nesse contexto, Pretto também colaborou com diferentes artistas e produções musicais. Ao longo da carreira, ele participou de gravações, espetáculos e projetos educativos voltados à música e à cultura popular.

Assim, sua atuação ultrapassou os palcos. Ele também ajudou a difundir conhecimento musical e incentivou novas gerações de artistas.

Despedida e legado

Após a confirmação da morte, integrantes do Barbatuques publicaram uma mensagem de despedida nas redes sociais. O grupo destacou o talento, a generosidade e a criatividade de Marcelo Pretto.

Logo depois, artistas, amigos e admiradores também prestaram homenagens. Muitos lembraram a capacidade do músico de unir tradição, pesquisa e inovação sonora.

Com isso, Marcelo Pretto deixa um legado importante para a música brasileira. Seu trabalho continua presente em gravações, apresentações e na influência que exerceu sobre músicos e pesquisadores da cultura popular.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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