
Os programas sociais do governo compuseram a renda de 22,7% das famílias brasileiras em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com isso, o índice caiu 0,9 ponto percentual em relação a 2024 e atingiu o menor nível desde 2022.
Ao todo, cerca de 18 milhões de domicílios receberam algum tipo de benefício social no ano passado. Apesar da redução recente, o número ainda supera o registrado em 2019, antes da pandemia, quando 19,7% das famílias dependiam desses programas.
Auxílio médio recua, mas segue acima do período pré-pandemia
Além disso, o valor médio recebido por meio de programas sociais ficou em R$ 870 em 2025, cinco reais abaixo do registrado no ano anterior. Ainda assim, o rendimento médio cresceu 71,3% em comparação com 2019.
Segundo o analista Gustavo Geaquinto Fontes, da Pnad Contínua, os números atuais mostram uma redução gradual após os anos de pandemia, quando o auxílio emergencial elevou significativamente o alcance dos benefícios sociais.
Bolsa Família lidera distribuição de benefícios
Entre os lares beneficiados, o Bolsa Família apareceu como principal programa de transferência de renda. Atualmente, 17,2% dos domicílios recebem o benefício, índice inferior ao registrado em 2023 e 2024.
Por outro lado, outros auxílios ampliaram participação. O percentual de famílias atendidas pelo BPC/Loas subiu de 5% para 5,3%, enquanto outros programas sociais passaram de 2,1% para 2,4%.
Nordeste e Norte concentram maior dependência
De acordo com o IBGE, os programas sociais representaram 3,5% da renda por habitante no país em 2025. Embora o índice tenha caído em relação ao ano anterior, as regiões Nordeste e Norte continuam com maior dependência dos benefícios, com participações de 8,8% e 7,5%, respectivamente.
Além disso, a renda média dos domicílios que recebem benefícios cresceu apenas 3,26% no último ano. Em contraste, famílias sem auxílio governamental registraram aumento de 6,41% na renda média.

