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Nubank, Caixa, Itaú, BB e XP podem bloquear contas de devedores

Novo sistema permite retenção de valores no mesmo dia da decisão judicial e pode manter contas monitoradas por até um ano

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Nubank, Caixa, Itaú, BB e XP podem bloquear contas de devedores
Foto ilustrativa / Freepik

O Conselho Nacional de Justiça começou a operar um novo modelo do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) para acelerar o bloqueio de valores em contas bancárias de devedores acionados na Justiça.

Agora, o sistema permite que a restrição ocorra no mesmo dia da decisão judicial. Além disso, o bloqueio poderá permanecer ativo por até um ano.

Com isso, a medida também poderá atingir novos depósitos feitos nas contas monitoradas. Dessa forma, a Justiça conseguirá ampliar o controle sobre movimentações financeiras ligadas aos devedores.

Bancos passam a cumprir ordens em poucas horas

Antes da atualização, os bancos levavam entre um e dois dias úteis para cumprir ordens judiciais.

No entanto, com o novo modelo, o prazo caiu para cerca de duas horas após a decisão da Justiça. Assim, o sistema promete acelerar o cumprimento das determinações judiciais.

Segundo o CNJ, os tribunais enviarão ordens de bloqueio em duas janelas diárias: às 13h e às 20h.

Inicialmente, o projeto-piloto terá duração de 18 meses. Depois disso, o órgão deverá avaliar os resultados da medida.

Nubank, Caixa, Itaú, BB e XP aderem à fase inicial

Nesta primeira etapa, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Nubank e XP participarão do novo modelo.

Além disso, o CNJ pretende ampliar gradualmente o sistema para todo o setor financeiro nacional. Ou seja, outros bancos também deverão aderir ao mecanismo nos próximos meses.

Novo modelo mantém contas monitoradas

Uma das principais mudanças envolve o chamado “bloqueio permanente”.

Antes, a restrição atingia apenas o saldo disponível no momento da ordem judicial.

Agora, o sistema poderá reter automaticamente salários, transferências e outros depósitos futuros até atingir o valor total da dívida. Consequentemente, a medida aumenta a capacidade de recuperação de créditos judiciais.

Segundo o CNJ, o objetivo é impedir transferências para contas de terceiros após decisões judiciais e, ao mesmo tempo, tornar o processo mais rápido e eficiente.

Lei continua protegendo parte da renda

Apesar da ampliação do monitoramento, a legislação brasileira ainda protege determinados valores considerados essenciais para a sobrevivência do devedor.

Entre eles estão salários, aposentadorias, pensões, benefícios do INSS e valores de até 40 salários mínimos mantidos em poupança.

Mesmo assim, especialistas alertam que o novo sistema exige reação rápida caso verbas protegidas sejam bloqueadas de forma indevida. Portanto, advogados recomendam acompanhamento imediato das movimentações bancárias após decisões judiciais.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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