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Ibovespa afunda quase 2% e Petrobras puxa derrocada da Bolsa

Reabertura do Estreito de Ormuz derrubou petróleo, abalou ações da Petrobras e aumentou tensão no mercado

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Ibovespa afunda quase 2% e Petrobras puxa derrocada da Bolsa
Foto: Arquivo / Agência Brasil

Nesta segunda-feira (25) o Ibovespa despencou 1,77% nesta semana e fechou o pregão aos 177 mil pontos, depois que a reabertura parcial do Estreito de Ormuz reduziu a pressão sobre o petróleo no mercado internacional. Com isso, investidores correram para vender ações da Petrobras, enquanto o dólar voltou a subir e aumentou ainda mais a cautela na Bolsa brasileira. A forte queda da PETR4 puxou o índice para baixo e marcou um dos pregões mais tensos das últimas semanas.

Petrobras derruba o mercado

As ações preferenciais da Petrobras tombaram quase 4% e lideraram as perdas do pregão. Logo depois da retomada parcial das operações no Estreito de Ormuz, o mercado internacional reagiu rapidamente e derrubou o preço do barril do petróleo Brent em cerca de 5%.

Com menos temor sobre interrupções no abastecimento global, investidores passaram a reduzir exposição às petroleiras. Ao mesmo tempo, muitos operadores aproveitaram para realizar lucros depois da forte valorização recente do setor de energia.

Além disso, o movimento ganhou força ao longo do dia e contaminou praticamente todo o mercado brasileiro. Bancos, varejistas e empresas ligadas ao consumo interno também sentiram a pressão.

Dólar sobe e aumenta cautela

Enquanto a Bolsa caía, o dólar voltou a ganhar força frente ao real. Isso aumentou a insegurança entre investidores e reforçou o clima de cautela no mercado financeiro.

Além da tensão internacional, operadores seguem atentos aos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio. Afinal, qualquer novo ataque ou escalada militar pode mexer novamente com o petróleo e provocar mais turbulência nas bolsas globais.

Ainda assim, analistas destacam que o cenário segue extremamente sensível. Hoje, uma única notícia internacional consegue mudar completamente o humor do mercado em poucos minutos.

Mercado continua atento ao petróleo

Mesmo com a forte queda da Petrobras nesta sessão, grandes bancos e casas de análise ainda mantêm uma visão positiva para a estatal no médio prazo. Isso porque a empresa continua gerando caixa elevado e segue beneficiada pelos preços internacionais do petróleo.

Por outro lado, especialistas alertam que a volatilidade deve continuar intensa nas próximas semanas. O mercado financeiro entrou em modo de alerta constante. E, nesse cenário, o petróleo continua funcionando como termômetro global da tensão econômica e geopolítica.

Quando o barril sobe, a Bolsa respira. Quando cai forte, o mercado treme. E nesta semana o impacto veio pesado, rápido e direto no coração do Ibovespa.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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