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Governo estuda ampliar limite do MEI e permitir mais um funcionário

Ministro da Fazenda anunciou proposta para aumentar o teto de faturamento do microempreendedor individual e ampliar a contratação de funcionários

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Governo estuda ampliar limite do MEI e permitir mais um funcionário
Dario Durigan participa de audiência pública nas comissões de Agricultura e de Finanças da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (17) — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O governo federal pretende aumentar o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de mais um funcionário. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. A medida busca atender uma demanda antiga da categoria e será discutida com o Congresso Nacional.

Atualmente, o MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano e contratar apenas um empregado. No entanto, o governo ainda não informou qual será o novo limite de enquadramento.

Governo confirma mudança para o MEI

Durante a audiência nas Comissões de Agricultura e de Finanças e Tributação da Câmara, Durigan afirmou que a equipe econômica já trabalha na proposta de ampliação das regras.

Segundo o ministro, o objetivo é atualizar os limites do programa e ampliar a capacidade de contratação dos microempreendedores.

“Nós vamos aumentar o limite do MEI junto com o Congresso Nacional. O MEI vai ter o limite ampliado e poderá fazer a contratação de mais um funcionário”, declarou.

Apesar do anúncio, Durigan não detalhou os valores que serão propostos pelo governo.

Projeto prevê faturamento de até R$ 130 mil

A discussão ocorre enquanto a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei Complementar 108/2021, já aprovado pelo Senado.

O texto prevê o aumento do limite anual de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 130 mil. Além disso, autoriza a contratação de até dois funcionários.

Entretanto, a proposta enfrenta resistência da área econômica. O projeto foi incluído pelo governo entre as chamadas “pautas-bomba”, grupo de medidas que podem reduzir significativamente a arrecadação pública.

De acordo com estimativas apresentadas pelo Ministério da Fazenda, a ampliação do limite do MEI pode gerar uma perda de aproximadamente R$ 50 bilhões por ano em receitas federais.

Simples Nacional concentra maior renúncia fiscal

Criado em 2006, o Simples Nacional reúne diversos tributos em um sistema simplificado e oferece alíquotas reduzidas para micro e pequenas empresas.

Hoje, podem aderir ao regime:

  • Microempreendedores individuais com faturamento de até R$ 81 mil por ano;
  • Transportadores autônomos de carga com receita anual de até R$ 251,6 mil;
  • Microempresas com faturamento de até R$ 360 mil;
  • Empresas de pequeno porte com receita anual de até R$ 4,8 milhões.

Segundo estimativas da Receita Federal, o Simples Nacional deverá representar uma renúncia de arrecadação de R$ 136 bilhões em 2026. O valor corresponde a cerca de 22% de todos os benefícios tributários previstos pelo governo federal para o período.

Limites brasileiros superam os de outros países

Dados apresentados anteriormente pela Receita Federal mostram que o limite de enquadramento brasileiro está entre os mais elevados do mundo.

Em comparação internacional, os tetos anuais equivalentes são:

  • Brasil: cerca de US$ 1 milhão;
  • Canadá: US$ 22,5 mil;
  • Israel: US$ 26,5 mil;
  • Portugal: US$ 11 mil;
  • Coreia do Sul: US$ 48 mil;
  • Reino Unido: US$ 104 mil.

Por isso, especialistas e integrantes da equipe econômica acompanham o debate com atenção, já que mudanças nas regras podem impactar tanto o ambiente de negócios quanto as contas públicas.

Debate deve avançar no Congresso

Agora, o governo deve apresentar oficialmente sua proposta ao Congresso Nacional. Enquanto isso, parlamentares seguem discutindo alternativas para atualizar os limites do MEI sem comprometer a arrecadação federal.

A expectativa é que o tema ganhe força nos próximos meses, especialmente diante da pressão de empreendedores que defendem a atualização dos valores para acompanhar a inflação e a expansão dos pequenos negócios no país.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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