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Dólar testa queda abaixo de R$ 5 e Ibovespa avança na abertura

Moeda americana ronda os R$ 5,00 com recuo de cerca de 1%, enquanto bolsa brasileira mostra força no início da semana

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Dólar testa queda abaixo de R$ 5 e Ibovespa avança na abertura

O dólar iniciou a semana em queda mais consistente e passou a operar muito próximo do nível de R$ 5,00, chegando a ficar ligeiramente abaixo desse patamar em alguns momentos do pregão.

Ao longo da manhã, a moeda oscilou na faixa entre R$ 4,99 e R$ 5,01, registrando uma desvalorização próxima de -0,9% a -1,1% em relação ao fechamento anterior. O movimento indica uma correção após a alta recente, quando o câmbio chegou a superar os R$ 5,10 na semana passada.

Ibovespa sobe e acompanha cenário externo

Na mesma direção, o Ibovespa iniciou o dia em alta, com avanço próximo de +0,3% a +0,6% nas primeiras negociações.

O desempenho acompanha o clima mais positivo no exterior, com bolsas internacionais operando em recuperação e favorecendo ativos de maior risco.

Alívio global pressiona o dólar

A queda do dólar está diretamente ligada ao cenário internacional.

Dados mais recentes apontam sinais de desaceleração da economia dos Estados Unidos, o que reduz a pressão por juros elevados por mais tempo.

Com isso, aumentam as apostas de que o Federal Reserve possa interromper ou suavizar o ciclo de alta, o que enfraquece o dólar globalmente.

O índice DXY (que mede a força do dólar frente a outras moedas) também apresenta recuo, reforçando esse movimento.

Fluxo externo e commodities fortalecem o real

Outro fator importante é o fluxo de capital para mercados emergentes.

Com a melhora no cenário global, investidores voltam a direcionar recursos para países como o Brasil.

Além disso, a valorização de commodities, como minério de ferro e soja, favorece a entrada de dólares no país. Esse fluxo contribui diretamente para a valorização do real e a queda da moeda americana.

Nível de R$ 5 é considerado chave

Mesmo com a queda, o dólar ainda gira em torno dos R$ 5,00.

A manutenção abaixo desse patamar pode reforçar um movimento de alívio no câmbio. Por outro lado, qualquer reversão pode levar a moeda novamente para a faixa entre R$ 5,05 e R$ 5,10.

Volatilidade segue no radar

Apesar do cenário mais positivo no curto prazo, a volatilidade ainda é esperada.

O mercado segue atento a fatores como:

  • decisões do Federal Reserve sobre juros;
  • novos dados de inflação nos Estados Unidos;
  • cenário fiscal brasileiro;
  • tensões geopolíticas.

Esses elementos continuam sendo determinantes para o comportamento do dólar nos próximos dias.