
O desemprego voltou a subir no Brasil no trimestre encerrado em abril de 2026 e chegou a 5,8%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a alta, o país ainda registra o menor índice da série histórica para este período do ano, iniciada em 2012.
A taxa anterior estava em 5,4%, no trimestre encerrado em janeiro. Agora, o avanço foi de 0,4 ponto percentual. Ainda assim, o resultado permanece melhor do que o registrado no mesmo período de 2025, quando o desemprego alcançava 6,6%.
Além disso, os números mostram que o mercado de trabalho continua aquecido. O país segue com mais de 102 milhões de pessoas ocupadas e mantém o emprego formal em alta.
Fim das vagas temporárias influencia resultado
O aumento do desemprego já era esperado por economistas. Isso porque os primeiros meses do ano costumam registrar o encerramento de vagas temporárias abertas no comércio e em serviços durante o fim de ano.
Com isso, milhares de trabalhadores deixam empregos sazonais e voltam a procurar uma nova colocação no mercado. Consequentemente, a taxa de desemprego sobe neste período.
Ainda assim, o cenário continua mais favorável do que nos últimos anos. O rendimento médio do trabalhador permanece elevado e, além disso, ajuda a manter o consumo das famílias em movimento.
Mercado resiste mesmo com juros altos
Mesmo diante dos juros elevados e da desaceleração em alguns setores da economia, o mercado de trabalho brasileiro continua reagindo. O setor de serviços segue puxando contratações, enquanto áreas ligadas ao comércio e à infraestrutura também sustentam parte das vagas.
Ao mesmo tempo, a informalidade apresentou leve queda. A taxa ficou em 37,2%, o equivalente a cerca de 38,1 milhões de trabalhadores informais.
Além disso, especialistas avaliam que o Brasil ainda mantém uma capacidade relevante de geração de empregos, principalmente nas grandes cidades e nos setores ligados ao consumo.
IBGE acompanha próximos movimentos
O IBGE continuará monitorando os impactos da economia sobre o mercado de trabalho nos próximos meses. A expectativa de analistas é de que o desemprego apresente pequenas oscilações ao longo do segundo semestre.
Enquanto isso, o governo federal tenta ampliar medidas para fortalecer o emprego formal e estimular a renda da população.
Apesar da alta no trimestre, os dados reforçam que o mercado de trabalho brasileiro continua em um patamar historicamente positivo. E, ao mesmo tempo, mostram que a economia ainda consegue reagir, mesmo em meio a desafios fiscais e juros elevados.

