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Aumento de 15% no Bolsa Família poderia tirar 1,3 milhão da extrema pobreza

Simulação com dados do IBGE aponta que reajuste elevaria a renda de milhões de brasileiros e reduziria a extrema pobreza no país

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Aumento de 15% no Bolsa Família poderia tirar 1,3 milhão da extrema pobreza
Foto: Divulgação / Redes Sociais

Um aumento de 15% no Bolsa Família poderia retirar cerca de 1,3 milhão de pessoas da extrema pobreza no Brasil. A estimativa consta em uma simulação feita pelo professor Vitor Hugo Miro, da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo considera famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, limite usado atualmente como referência para ingresso no programa.

Extrema pobreza cairia no Brasil

Segundo a simulação, o reajuste reduziria a parcela da população em extrema pobreza de 4,61% para 4,01%. Para chegar ao resultado, o estudo considera a linha de extrema pobreza do Banco Mundial, que inclui pessoas com renda mensal de até R$ 280.

Além disso, o impacto não ficaria restrito às famílias que conseguiriam ultrapassar totalmente essa faixa de renda. Mesmo entre os grupos que continuassem abaixo da linha, o aumento poderia ampliar os recursos disponíveis para despesas básicas e diminuir a intensidade da pobreza extrema.

Norte e Nordeste teriam maior impacto

O estudo também destaca o peso do Bolsa Família nas regiões Norte e Nordeste. Atualmente, o programa alcança cerca de 40% dos moradores dessas áreas, que estão entre as populações mais beneficiadas pela política de transferência de renda.

Por isso, um aumento no valor do benefício teria impacto relevante nessas regiões, onde uma parcela maior da população recebe o programa.

Mais de 1,2 milhão poderiam sair da pobreza

O reajuste também poderia reduzir a pobreza em sentido mais amplo. Considerando a população com renda mensal de até R$ 775 por pessoa, a simulação aponta que 1.252.941 brasileiros conseguiriam superar essa linha após um aumento real no valor do benefício.

Dessa forma, o estudo aponta que uma elevação de 15% teria efeitos tanto sobre a extrema pobreza quanto sobre a faixa mais ampla de pobreza.

Cálculo usou dados da PNAD Contínua

Para fazer a estimativa, o professor utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua de 2025. Na simulação, o reajuste de 15% foi aplicado de maneira uniforme aos domicílios que declararam receber o Bolsa Família.

Ao mesmo tempo, o estudo manteve constantes a renda do restante da população e as regras de acesso ao programa. Assim, a análise buscou medir o efeito imediato de um aumento no benefício sobre as linhas de pobreza e extrema pobreza.

Bolsa Família passou a R$ 691

O governo federal já havia reajustado o Bolsa Família em 17 de setembro. Com a correção, o benefício mínimo mensal por família passou de R$ 600 para R$ 691. Segundo a fonte, a medida buscou preservar o poder de compra diante da inflação acumulada entre 2023 e 2026.

No entanto, a legislação não determina um mecanismo automático de reajuste. Por isso, cabe ao governo definir quando fará uma nova correção e qual será o percentual aplicado.

O professor Vitor Hugo Miro também alerta para o risco de manter congelado o limite de renda de R$ 218 usado para ingresso no programa. Segundo a análise apresentada na fonte, a inflação pode reduzir o alcance desse critério e dificultar a entrada de novas famílias vulneráveis no Bolsa Família.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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