
O uso de um jato ligado a Daniel Vorcaro, preso nesta terça (4) na investigação do Banco Master, colocou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) no centro das atenções.
Além disso, o caso, que começou com a repercussão das viagens de 2022, chegou ao Supremo Tribunal Federal. Diante dos fatos, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) pediu que o parlamentar preste esclarecimentos no inquérito.
Caravana no segundo turno
Durante o segundo turno, Nikolas usou a aeronave na caravana “Juventude pelo Brasil”. Ao mesmo tempo, organizou o ato com o pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha.
Entre 20 e 28 de outubro, o grupo percorreu nove estados e o DF. Além do Nordeste, passou por Brasília e cidades mineiras para pedir votos a Jair Bolsonaro (PL).
Deputado admite voo
Após a divulgação, Nikolas confirmou a viagem. No entanto, afirmou que não sabia quem era o dono do avião.
Segundo ele, apenas aceitou o convite e, portanto, não cuidou da logística.
Registro do jato
Conforme revelado, o jato estava em nome do grupo Prime You. Além disso, a empresa administrava bens ligados a Vorcaro. À época, ele mantinha participação societária, desfeita apenas em 2025.
Pedido no STF
Enquanto isso, Sâmia afirma que o caso pode ter relevância jurídica. Por isso, defende que as autoridades apurem possível vínculo entre o deputado e o grupo investigado, especialmente por se tratar de período eleitoral.

