
Nesta quinta-feira (12) o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avalia cancelar o acordo firmado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS no próximo dia 26 de fevereiro, no Congresso Nacional. A defesa decidiu reavaliar a estratégia depois que a Polícia Federal identificou menções ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, no celular do banqueiro e comunicou o fato ao STF.
Defesa muda estratégia após novo elemento
Inicialmente, Vorcaro havia fechado entendimento com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana. Pelo acordo, ele compareceria espontaneamente, responderia às perguntas e apresentaria documentos. Além disso, a defesa não recorreria ao Supremo para evitar o depoimento.
Agora, no entanto, o cenário mudou. Após a Polícia Federal informar ao STF que encontrou referências a Toffoli em conversas no aparelho apreendido, os advogados passaram a reavaliar o custo político e jurídico da exposição na comissão. Com isso, cresce a possibilidade de o banqueiro rever o compromisso assumido.
Comissão acompanha e cobra definição
Enquanto isso, senadores da CPMI aguardam uma posição oficial da defesa. Alguns parlamentares defendem que o depoimento ocorra independentemente do novo contexto. Outros admitem que o ambiente ficou mais sensível e pode gerar novos embates jurídicos.
Caso Vorcaro desista do acordo, a comissão pode insistir na convocação ou enfrentar questionamentos no Supremo. Portanto, a decisão da defesa deve influenciar diretamente o andamento da investigação.
Depoimento também na CAE amplia pressão
Além da CPMI, Vorcaro foi convidado para falar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que apura a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. A oitiva está prevista para 24 de fevereiro.
Assim, o empresário enfrenta duas frentes de pressão no Congresso. De um lado, a CPMI investiga possíveis irregularidades envolvendo empréstimos consignados. De outro, a CAE quer esclarecimentos sobre a situação financeira da instituição.
Próximos passos
Nos bastidores, aliados do banqueiro avaliam que a nova informação da Polícia Federal pode ampliar o alcance das apurações. Por isso, a defesa tenta recalibrar a estratégia antes de qualquer exposição pública.
A definição deve ocorrer nos próximos dias. Até lá, cresce a expectativa no Congresso. O eventual rompimento do acordo pode tensionar ainda mais a relação entre investigados e comissões parlamentares.

