
A Polícia Federal prepara um pedido ao Supremo Tribunal Federal para prorrogar o inquérito que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. O prazo atual da investigação termina na segunda-feira (16) e, por isso, os investigadores querem mais tempo para finalizar perícias e analisar provas. A corporação sustenta que ainda há grande volume de dados apreendidos e etapas técnicas pendentes, o que exige continuidade da apuração.
Investigações ainda estão em andamento
Primeiro, a Polícia Federal reuniu grande quantidade de documentos e equipamentos eletrônicos durante as diligências. Em seguida, especialistas iniciaram a análise desse material para identificar possíveis conexões entre os investigados. Agora, segundo investigadores, parte dessas perícias ainda não foi concluída.
Além disso, delegados afirmam que novas informações surgem à medida que os dados são processados. Por isso, a corporação considera fundamental ampliar o prazo do inquérito. A intenção é garantir uma investigação completa e evitar conclusões precipitadas.
Análise de celulares é etapa central
Outro ponto considerado decisivo pelos investigadores envolve a análise de aparelhos celulares apreendidos durante as operações. Atualmente, entre 70 e 80 dispositivos passam por perícia técnica na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
Esse processo inclui extração de mensagens, verificação de registros digitais e cruzamento de dados. Assim, os peritos buscam identificar eventuais trocas de informação entre investigados e possíveis evidências de irregularidades financeiras.
Segundo fontes da investigação, essa etapa costuma exigir tempo. Isso acontece porque os especialistas precisam recuperar dados apagados, organizar grandes volumes de informação e analisar o conteúdo com rigor técnico.
Apuração envolve suspeitas financeiras
O chamado caso Master investiga possíveis fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição. Os investigadores analisam indícios de gestão fraudulenta, manipulação de informações financeiras e possíveis operações de lavagem de dinheiro.
Além disso, o caso ganhou repercussão nacional após decisões regulatórias que atingiram a instituição financeira e ampliaram a atenção das autoridades sobre suas operações.
Com o avanço das apurações, novas linhas de investigação surgiram. Por isso, a Polícia Federal entende que o prazo atual não é suficiente para consolidar todas as provas reunidas até agora.
STF decidirá sobre novo prazo
Agora, caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal responsável pelo caso analisar o pedido da Polícia Federal. Caso o magistrado aceite a solicitação, o inquérito deverá ganhar novo prazo para continuidade das investigações.
Normalmente, nessas situações, o Supremo autoriza extensões de cerca de 60 dias. Esse período permite que delegados finalizem diligências, concluam perícias e organizem os resultados da investigação.
Enquanto isso, os investigadores seguem analisando o material já coletado. O objetivo final é esclarecer os fatos, identificar eventuais responsabilidades e apresentar conclusões consistentes à Justiça.

