
A Polícia Federal apresentou, na primeira semana de março de 2026, um plano para reforçar a segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro, em todo o país, e solicitou ao governo federal a reserva de R$ 200 milhões no Orçamento para viabilizar a operação, porque avalia que o cenário político exige estrutura maior, mais tecnologia e mais agentes em campo.
Segundo o planejamento encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Palácio do Planalto, a PF quer mobilizar 458 policiais federais para atuar diretamente na proteção dos presidenciáveis ao longo da campanha.
Reforço no efetivo e na tecnologia
A corporação projeta ampliar o número de agentes em relação a 2022. Naquele ano, a PF deslocou entre 300 e 400 policiais para a segurança dos candidatos e gastou cerca de R$ 57 milhões. Agora, no entanto, a instituição quer quase quadruplicar o investimento. Além disso, pretende modernizar os equipamentos.
O plano prevê a compra de viaturas blindadas ou descaracterizadas para deslocamentos em agendas públicas. Também inclui a aquisição de sistema antidrone para bloquear possíveis ameaças aéreas durante comícios e eventos. Ao mesmo tempo, a PF pretende utilizar tecnologia de reconhecimento facial para identificar riscos com mais rapidez.
Com isso, a corporação tenta antecipar ameaças e agir de forma preventiva. Ou seja, não quer apenas reagir, quer evitar incidentes.
Distribuição dos recursos
Dos R$ 200 milhões solicitados, a maior fatia deve ir para a compra de veículos blindados. Outra parte relevante será destinada ao sistema antidrone e a bloqueadores portáteis. Além disso, o orçamento cobre passagens, diárias, logística e estrutura operacional ao longo dos meses de campanha.
Paralelamente, delegados devem assumir a chefia das equipes de segurança, enquanto agentes especializados em inteligência vão monitorar ameaças em redes sociais e canais digitais. Assim, a PF pretende integrar proteção física e monitoramento estratégico.
Contexto de risco e justificativa
A Polícia Federal sustenta que o ambiente político atual exige atenção redobrada. Nos últimos anos, episódios de violência política e ataques a instituições elevaram o nível de alerta das autoridades. Por isso, a corporação argumenta que precisa ampliar a estrutura antes do início oficial da campanha.
Além disso, a expectativa é que vários candidatos disputem o Palácio do Planalto, o que amplia a demanda por equipes simultâneas em diferentes estados. Portanto, o planejamento considera múltiplas agendas, deslocamentos frequentes e eventos de grande porte.
O pedido de recursos ainda depende de aprovação no Congresso Nacional. No entanto, a PF já estruturou o plano com base em análises de risco e experiências anteriores. Em síntese, a corporação quer garantir que a disputa eleitoral de 2026 ocorra com segurança reforçada e resposta rápida a qualquer ameaça.

